A partir do início deste ano passou a ser possível reduzir os impostos nos Açores. Uma redução que devia ser de aplicação rápida, para atenuar os efeitos devastadores que nos últimos anos se instalaram na vida das famílias e das empresas açorianas.
É bom que se recorde quem é quem. Sócrates, sempre ele, depois de ter conduzido o país a uma situação insustentável, assinou o memorando com a Troika. E foi esse o facto que originou o aumento dos impostos pagos pelos Açorianos.
Por cá, pela boca daquele que agora anda sempre atrás de Costa, os socialistas aplaudiram. Entendiam que o efeito era marginal. E acreditamos até que César sorria, já que assim seria alimentado o “caixa” do governo regional.
Acabaram por emendar a mão. Foi depois de o seu “amigo” Sócrates sair de cena. Verdadeiros mestres no disfarce, era tempo de fazer “esquecer” o culpado e bater no novo governo. Só que, curiosamente, foi esse novo governo que abriu a possibilidade de reduzir impostos. Foi esse novo governo que reparou a injustiça criada por Sócrates.
Para aproveitar essa oportunidade, e não só, impõe-se travar a vida desafogada do governo socialista. Mas essa… continua. Continuam sem mexer nos gastos excessivos. E até avançam com projetos absolutamente escandalosos, destinados a “alojar” socialistas em fim de carreira.
Tudo isso custa dinheiro. E na cabeça dos socialistas, quanto mais tarde chegar a hora de o passar para as mãos dos Açorianos, por via da redução dos impostos, mais “jeito” lhes dará.
Daí, as manobras sucessivas para adiar esse momento. Nos bolsos das famílias e das empresas estaria garantido o seu melhor uso. Só que o dinheiro continua nos cofres do governo regional.
Se a vontade fosse sincera, o “governo onde Ávila manda” teria apresentado, no início do ano, uma iniciativa legislativa para o efeito. Só ele o podia fazer.
Teria sido votada no Parlamento ainda em Janeiro e já estaria a produzir efeitos. Assim, na melhor das hipóteses, se a promessa de apresentar a iniciativa até final do mês for cumprida, só em Março se verificará a sua aprovação.
Seguir-se-á mais algum tempo até que entre em vigor.
Para já, os socialistas chumbaram uma iniciativa do PSD/Açores que pretendia espevitar o governo regional a fazer o que há muito devia ter feito. O mais curioso nem sequer foi o chumbo. Foi a forma desastrada como reagiram. Em tudo semelhante a quem é apanhado em falta. Daqueles muito casmurros que por nada deste mundo reconhecem que a culpa é sua.
A iniciativa mexeu com eles. A falta de liderança, ainda para mais, não os ajudou. Entraram em delírio. Para não dizer desvario que, esse, é mal de que há muito padecem.
Não têm falado de outra coisa. Os mais “afogueados”, sem chama, bem tentam virar o bico ao prego. Explicar o inexplicável tem destas coisas.
O mais grave é que têm sido cruéis com quem anseia pela decisão. Revelam total insensibilidade por quem passa por grandes dificuldades.
De desculpa em desculpa, de ronda em ronda, o que é facto é que continua sem se concretizar a redução de impostos. O que seria vital para as famílias e para as empresas.
Os Açorianos sabem de quem é a culpa.

