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O PSD/Açores pediu ao Governo Regional um conjunto de informações sobre os valores de abate dos bovinos machos, nomeadamente “as razões para a diferença na majoração entre o abate de vitelões e novilhos, com prémios de 180 euros para animais com idade inferior a 12 meses e os 220 euros a bovinos com mais de 12 meses”, disse o deputado Renato Cordeiro.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o parlamentar questiona “as alterações verificadas no POSEI face ao que era praticado até Dezembro de 2014”, lembrando que “aquele programa de apoio representa uma parte significativa do rendimento dos produtores, pelo que a criação de animais para abate cresceu nesse sentido”.

“Houve uma adaptação aos novos mercados, abrangendo a carne IGP, o novilho, o vitelão, a vaca e o refugo””, explica Renato Cordeiro, frisando que produtores e associações “investiram, procuraram mercado, alteraram o maneio e a genética dos animais e criaram riqueza para a Região”.

“O mercado do vitelão, a categoria mais rentável em termos de carne de animais leiteiros, valorizou-se nos Açores, e representa já um número superior de abates em relação ao novilho, sendo as suas carcaças as mais exportadas”, adianta.

“O setor regional da carne tem verificado um aumento nas exportações, daí também questionarmos a tutela sobre as implicações que as mudanças em curso poderão ter para essa capacidade exportadora”, diz o deputado.

“O mesmo acontece com o nível de investimento exigido às explorações para obter o valor máximo do prémio de abate”, refere Renato Cordeiro, que solicitou igualmente ao governo “os pareceres que tenham sido emitidos, pela Federação Agrícola dos Açores e suas associadas, sobre este assunto”, concluiu.