São fracos os resultados da governação. Sabe-se e sente-se. O desespero invadiu a vida dos Açorianos.
Lá fora, onde agora está quem ainda mexe os cordelinhos, não há maneira de a “coisa” descolar. Até Seguro fez melhor.
À míngua de boas novas, os socialistas dedicam-se à má língua.
Com um objetivo óbvio. Tentar que os Açorianos esqueçam o momento mais atormentado da história recente dos Açores.
No quadro parlamentar, governantes e apaniguados já só praticam oposição à oposição. O alvo preferencial, como não podia deixar de ser, é o PSD/Açores.
Em qualquer tema levado a debate, a preocupação dos socialistas é apenas a de “desfazer”. Inventando, até, como é habitual em quem manda.
Alguns, baixam a cabeça. Por decoro.
Outros, copiam o “chefe inventor”. Pronta e subservientemente. E há até, entre estes, os que chegam a perder a decência. Eventualmente… por necessidade.
Fala-se, por exemplo, em transportes. Uma das áreas que necessita de grande atenção, pelo que representam numa economia de natureza insular que deles depende em absoluto. E os socialistas começam a sua intervenção, imagine-se, por: “O PSD…”
Mas até podia acontecer que a crueza e sensibilidade de outros temas merecesse um discurso comedido e sério. Seria normal, por hipótese, quando se falasse da necessidade premente de garantir apoios sociais para os Açorianos, ou de muitas famílias que estão a atravessar momentos dramáticos, ou ainda da fome que espreita ou já está dentro de casa. Mas, mesmo aí, os socialistas começam por dizer: “O PSD…”
E até acontece quando apresentam uma iniciativa sua, que supostamente teria como objetivo melhorar a vida dos Açorianos, atacando um problema que os afeta. Em que até se justificaria valorizar algo da sua autoria. Mas também nesse caso não desarmam. A mensagem inicia-se com: “O PSD…”
É este o dia-a-dia parlamentar. Que se agudiza, claramente, sempre que a comunicação social está presente.
Às vezes há até quem fique na dúvida se são os socialistas, ou se é o PSD, quem governa os Açores.
Uma postura que atravessa as paredes do Parlamento e vem cá para fora. A propósito de tudo e de nada.
É o que acontece, sistematicamente, depois de reunirem entre si, no momento em que dão nota do que teoricamente discutiram. Se é que verdadeiramente discutem, já que são por demais conhecidos os episódios de “come e cala” destinados àqueles que ousaram afrontar o que a “voz do dono” determinou que se fizesse.
“Para os nossos, sabemos bem qual é a receita, Não sendo dos nossos, o que interessa é bater e, se possível, arrasar.” Imagina-se que sejam assim os remates conclusivos dos conclaves socialistas. Do maior, que dá o mote, aos menores, onde nem se pestaneja para cumprir.
Quem mandava, e ainda manda, deixou escola.
E os problemas dos Açorianos? E as soluções? E as promessas que se arrastam e ficam eternamente à espera? E os pagamentos de que as empresas estão ávidas para assegurar a sua continuidade, permanentemente relegados para um qualquer dia que tarda em chegar?
Tudo isso está em segundo plano. O que importa é cardar na oposição… do PSD/Açores.
Estranho conceito de democracia!

