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Vasco, incapaz de arranjar argumentos “capazes”, anda por caminhos cada vez mais “obtusos” para exercitar a sua veia anti-PSD.

Desta vez, foi “apanhado” no exercício de má-fé que o seu Vice o obrigou a fazer porque não quer perder 30 e tal milhões de euros que irão beneficiar os Açorianos através da descida de impostos. Com ar comprometido, teve de se fazer desentendido e, de forma ridícula, tentou contrariar quem não engoliu a patranha que o dito Vice tinha engendrado.

A incapacidade argumentativa está ligada, neste caso, à incapacidade do governo em cumprir aquilo a que se compromete.

O Plano dito de investimentos da Região teve uma execução média na última legislatura que se ficou por 78%. Para não sermos exagerados, digamos que o governo revela uma incapacidade crónica de execução e só cumpre 80 a 85% do que promete.

Vejamos o que se passou em valor em 2013. O governo comprometeu-se a executar um Plano no valor de 437 milhões de euros e só gastou 373. Ou seja, foi incapaz de executar 64 milhões de euros. Em 2014, no fim dos primeiros nove meses, de 433 milhões de euros prometidos para o ano apenas tinha  211. Ou seja, menos de metade quando já só faltavam três meses, pelo que a execução no ano pode ser ainda pior dogasto que a do anterior.

Para 2015, diz o governo que vai gastar 490 milhões de euros. A “doença incapacitante” de que sofre este governo faz já crer que não vai ser executada uma verba que se situará entre 70 a 100 milhões de euros.

Não há milagres. E se o governo diz que quer saber como vai poupar 37 milhões de euros, já sabe à partida que é o dobro desse valor, ou talvez mais do dobro, que vai “poupar”. Porque não tem capacidade de o gastar. Daí a má-fé do exercício que o Vice de Vasco obrigou Vasco a fazer.

Quando Vasco disso se apercebeu, deve ter olhado para o lado, para o Vice, e feito um esgar de desagrado daqueles que bem conhecemos. E a irritaçãozinha logo lhe deve ter feito engrossar as veias do pescoço. Imaginamos que lhe deve ter dito: “Meteste-me nessa? Então agora arranja forma de me safar!”

Foi aí que o Vice, com carinha espertalhona, lhe deve ter dito: “Tens de fazer como o César. Inventa que o que eles estão a dizer é que querem utilizar as sobras do ano anterior. E desanca neles. Vai dar certo porque ninguém percebe nada disso.”

Vasco ainda deve ter vacilado. Mas já não tinha margem para ir por outra via. Ainda para mais, o Vice tinha invocado o nome de alguém que permanentemente o vigia. Mesmo agora, quando anda sempre com a cabeça colada no ombro de Costa.

E assim fez. Com “coragem” e com o ar mais santo deste mundo, para ver se escondia a irritação que o invadia. Aquela que, por norma, tem uma enorme dificuldade em não fazer transparecer.

Mais uma vez, Vasco sucumbiu ao Vice. Cumpriu as suas ordens. Deu voz àquele que foi mais um dos habituais exercícios de “chegar aos fins sem olhar aos meios”. Sem delongas e sem hesitações. Mesmo quando se torna imprescindível “contornar” a verdade.

Não é apenas mais umas das costumeiras “espertezas saloias”. Ainda se fosse só isso…

É que, especialmente em política, a seriedade é inalienável.