O PSD/Açores defendeu a necessidade de “acompanhar localmente” as alterações que se estão a registar nos mercados agrícolas com o fim do regime de quotas leiteiras.
Segundo o deputado social-democrata açoriano António Ventura, que acompanhou o presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, num encontro com dirigentes da Federação Agrícola dos Açores, “é hoje evidente que o governo regional não se preparou a tempo nem desenvolveu políticas que pudessem de alguma forma atenuar os impactos para a economia dos Açores que resultam do fim das quotas leiteiras”.
“É uma dificuldade suplementar, uma vez que os agricultores vão ser obrigados a adaptar-se a uma nova realidade que já era aguardada há algum tempo”, disse António Ventura, recordando que o PSD/Açores “há anos vem propondo o desenvolvimento de algumas medidas que pudessem não só estudar os impactos previstos, mas também o estabelecimento de políticas de apoio a este sector”.
Uma das propostas do PSD/Açores recentemente negada pelo governo regional foi a criação do Centro do Leite e do Planeamento Agrícola. Trata-se de “uma estrutura destinada a acompanhar a realidade do sector, a conhecer as nossas necessidades e a apoiar os agricultores nas alterações necessárias a adaptar-se a novas realidades económicas”.
Os sociais-democratas açorianos apresentaram, também, no parlamento regional uma resolução para que os deputados regionais possam acompanhar a realidade do sector e os impactos económicos que resultam do fim das quotas leiteiras.
“A produção de leite nos Açores é um assunto que não importa apenas aos agricultores. Trata-se de uma área que se relaciona com toda a economia dos Açores e que terá um impacto muito significativo para muitas famílias”. “Infelizmente temos nos Açores uma secretaria que se limita a fazer o trânsito de papéis entre Bruxelas e a Região e não a desenvolver políticas estruturais para a Agricultura”.
“Esta iniciativa permitirá igualmente que o Parlamento dos Açores acompanhe estas matérias de forma a poder também ele adotar posições reivindicativas junto dos organismos comunitários e também para recomendar ajustamentos aos programas existentes como o POSEI ou o Prorural”, concluiu António Ventura.

