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Os Açores estão mais pobres.

Assiste-se à redução do nível de produção de riqueza. São atingidos máximos históricos no número de desempregados. São em número preocupante as pessoas que já só sobrevivem devido ao recurso a apoios sociais.

É um tempo de enorme preocupação. As pessoas precisam de respostas. Mas apenas temos visto um governo desfeito em desculpas.

É tempo de passar às soluções. É delas que os Açores necessitam, sob pena de as gerações futuras de Açorianos serem penalizadas irreversivelmente.

E é essa irreversibilidade iminente que torna este um tempo inadiável para encontrar respostas. É urgente questionar e avaliar as opções adotadas nos últimos anos de governação.

Já alguém do governo socialista, e da maioria que o apoia, parou para pensar nos motivos que levam a que dos cerca de dois mil desempregados que existiam nos Açores no início deste século XXI se atinjam os números dez vezes superiores de hoje em dia?

Já alguém tomou consciência de que esta anormalidade se deve à incapacidade de o tecido económico açoriano gerar o emprego suficiente, assegurando rendimentos às pessoas e criando a riqueza necessária a uma economia saudável e capaz de melhorar a situação social de todos os Açorianos?

Já alguém teve o bom senso de constatar, depois de quase vinte anos do modelo socialista de governação, que essa incapacidade não é imputável às empresas e aos empresários açorianos? Que tem apenas a ver com o modelo seguido, com propósitos à vista de todos? Propósitos que têm como principal objetivo a criação de dependências de natureza diversa, onde pontua uma certa forma de utilização de dinheiros públicos que visa assegurar a continuidade no poder pelo poder?

Entre os que governam os Açores há dezoito anos, já alguém refletiu sobre a estratégia que tem vindo a ser seguida? Não está mais do que visto que é tempo de se começar a pensar nos Açores assentes num modelo que privilegie, essencialmente, a iniciativa dos Açorianos? Um modelo cujo motor esteja centrado na sociedade e não no governo? Um modelo em que a intervenção pública se cinja à criação de condições favoráveis ao exercício da atividade empresarial e que propicie às famílias o acesso, por si próprias, a condições de vida mais favoráveis?

Se alguém pensou nesses termos, terá sido rapidamente abafado no seu pensamento. Porque, de outra forma, os resultados não seriam desastrosos como os que hoje existem para apresentar.

O mais alto desemprego do país, ou a região nacional com maior índice de risco de pobreza, são exemplos dos infelizes resultados atingidos nos Açores.

O orçamento e o plano poderiam ser justamente o terreno propício para se inverter esta triste situação. Como instrumento dinâmico, deveriam ser ajustados aos problemas que têm surgido.

Não tem acontecido. E é isso, mais uma vez, que volta a não acontecer em relação a 2015.

Vai continuar a correr-se atrás dos problemas. A remediar, apenas, a dramática situação das famílias açorianas.

Com as opções paradas no tempo, de um governo que deixou de existir, já não é possível dar benefício à dúvida.

A sorte continua a não estar do lado dos Açorianos.