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Não alinho pelo diapasão daqueles que defendem que a eleição de Carlos César para presidente do Partido Socialista seja uma mais-valia para os Açores.

Tenho de sobejo razões para não simpatizar com um homem do seu carácter. Mas esta é uma questão do foro privado.

Os açorianos pouco ou nada têm a ganhar com o político Carlos César, agora na função de “assessor honorário” de António Costa, como lhe chamou o Eng. Martins Goulart.

A “herança” que César nos deixou em nada pressagia que ele agora venha em nosso socorro: temos a mais alta taxa de desemprego do país; uma pobreza social que se alastra por todas as ilhas; 71% das famílias açorianas com rendimentos mensais inferiores a 530€; um sistema educativo que produz insucesso escolar; uma economia inexistente; uma sociedade “viciada” nos apoios públicos; e uma divida pública que nos fez pagar, nos últimos seis anos, 76 milhões de euros de juros.

E, pior que tudo isto, deixou-nos uma sociedade mais silenciada, condicionada e dependente.

Para quem acusava outros de se arrastarem pelas cadeiras do poder, vê-lo agora feito “assessor honorário” do líder máximo socialista, é de bradar … aos céus!