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O presidente do PSD/Açores lamentou que o governo regional “ande mais preocupado com a oposição do que em resolver os muitos problemas que afligem milhares de açorianos”.

Duarte Freitas, que falava no encerramento do congresso dos Trabalhadores Sociais-Democratas dos Açores (TSD/Açores), referia-se à postura que o governo regional apresentou na discussão do Plano e Orçamento para 2015 e que demonstrou existir “nos Açores um governo regional do PS que faz essencialmente oposição à oposição, não sendo capaz de fazer um trabalho político pela positiva, preocupando-se mais com o PSD/Açores do que em trabalhar para resolver os problemas dos açorianos”.

“Se alguém que não conhecesse a política regional aterrasse aqui, no debate do Plano e Orçamento, diria que o PSD/Açores é que era governo e o PS/Açores era oposição, sendo o presidente do executivo e da maioria um líder de um partido radical, extremista que perde o autocontrolo, se excede, fica quase mal educado”, afirmou.

Duarte Freitas considerou, por isso, que os debates ocorridos no parlamento regional mostraram os sociais-democratas açorianos a “afirmar propostas” e a procurar “transmitir um sinal de esperança aos açorianos”, ao mesmo tempo que a maioria socialista apresentou-se com “um discurso de mera reação e crítica”.

O PSD/Açores recusa esta postura, disse Duarte Freitas garantindo todo o empenho do partido para lutar contra a “difícil situação social”. “Apesar dos milhões de euros que chegaram à Região, os Açores têm dois terços da população escolar que precisa de apoio social, porque as famílias estão em situação fragilizada e existem crianças que passam fome”.

O líder dos sociais-democratas açorianos lamentou, ainda, o “tom de ataque permanente, mas também de desculpas para tudo e para nada em que o governo regional é especialista. “Só falta o Governo Regional culpar o Dalai Lama ou o papa Francisco pelo desastre do que acontece nos Açores”, acrescentou.

Duarte Freitas voltou a defender que o próximo ano pode, no entanto, trazer boas notícias para os açorianos com a descida dos impostos, a redução do preço das passagens e o aumento do salário mínimo. “As vítimas da governação socialista não vão ser salvas por esta mesma governação”, o que “impõe ao PSD/Açores uma enorme responsabilidade no futuro dos Açores”, concluiu.