O PSD/Açores exigiu “rigor na utilização dos recursos financeiros, na programação e na execução do investimento público”, defendendo que “é determinante a forma como a tutela gasta o dinheiro dos açorianos”, disse o deputado Humberto Melo.
O social-democrata lembrou que “o PSD critica com espírito reformador e construtivo. Estamos, com responsabilidade, ao lado dos açorianos. Dos mesmos açorianos para quem bolsas de pobreza, marginalidade social e famílias em carência extrema, são notícia habitual”.
Para Humberto Melo tem de haver “estratégia no aproveitamento dos apoios da União Europeia, mas para criar sustentabilidade económica. Não podemos, por isso, aceitar que se trate com pouco rigor o investimento público, como infelizmente acontece, também na ilha de São Miguel”
“O novo Centro de Saúde e o Entreposto Frigorífico de Ponta Delgada, foram adjudicados por 19,6 milhões de euros. O Plano disponibiliza 30,9 milhões de euros, ou seja o governo anuncia 31 mas executa 20 milhões”, exemplificou.
“Mas há mais incongruências. Na Carta das Obras Públicas (CROP), o acesso Furnas-Povoação inclui a construção da estrada e de um túnel, assim como inclui para o porto da Ribeira Quente a construção de um contramolhe. No Plano, as dotações são para a realização de estudos e de projeto. Em qual devemos acreditar?”, questiona.
“O Plano e a CROP são para inglês ver”, disse também Humberto Melo, apontando o acesso ao porto e o entreposto frigorífico de Vila Franca, o entreposto e lota da nova zona portuária de Rabo de Peixe sem dotação na CROP. Ou a rede de águas quentes no Hospital de Ponta Delgada com verba, mas que era para executar em 2014″.
“O reordenamento do porto de Ponta Delgada contou com 6,9 milhões de euros em 2014, mas não tem dotação na CROP para 2015. Bem podem os agentes económicos continuar à espera, pois nem a simples báscula funciona há anos”, avançou.
“O mesmo se passou com os 1000 postos de trabalho prometidos na fileira da criptoméria, que foram cerca de 30 empregos! Foi só foguetório”, disse Humberto Melo.
O deputado disse ainda que “reestruturar o setor público empresarial deve ser potenciar o desenvolvimento. E não criar coutadas de amiguismo”.
E lembrou que “a confiança é essencial para a dinamização económica, tanto mais se acrescer a diminuição dos impostos e a recente atualização do salário mínimo. Estas foram duas vitórias do PSD/Açores junto da República”, concluiu.

