Intervenção da Presidente do PSD/Açores no XXXIII Congresso Nacional do PSD

Data: 2010-04-13

Senhor Presidente

Senhores Congressistas

Cumprimento o novo Presidente do PSD e futuro Primeiro Ministro de Portugal. Todos nós esperamos muito de si. O PSD, o PSD Açores e o País

 

As eleições directas no PSD foram uma manifestação de vitalidade e sobretudo uma expressão de consciência cívica dos nossos militantes ditadas pela enorme premência e vontade de provocar uma mudança em Portugal.

Uma mudança na devida oportunidade, que se desenha cada vez mais no nosso horizonte, pela insustentabilidade económica e também política de Portugal e face à incapacidade de o actual poder socialista retirar o país da crise em que ele se encontra muito por culpa do próprio PS.

Portugal precisa de novas políticas e de novos protagonistas onde o PSD tem um papel central.

De novo o PSD é chamado a assumir as suas responsabilidades de Partido construtor da estabilidade e do progresso por contrapartida à desorientação, ao descalabro e à promiscuidade que se vive na esfera da actual governação socialista.

Os portugueses estão cansados do actual estado de coisas.

Do desemprego que não pára de aumentar, dos salários congelados, da perda de poder de compra, do sistema de saúde que não funciona, das escolas que não educam, da justiça que não é justa, da segurança que não defende, da falta de autoridade, da má aplicação do Rendimento Social de Inserção que em vez de incluir exclui fomentando a dependência e a discriminação.

Não queremos um País sem esperança.

Queremos um País que acredite nos seus jovens como fonte de energia, de inovação, de irreverência e de rejuvenescimento da sociedade.

Queremos um País que valorize as mulheres e os homens como cidadãos de corpo inteiro e que crie igualdade de oportunidades para todos.

Um País que valorize os seus idosos e utilize o valor acumulado da sua experiência e das suas vivências para construir o caminho do presente e do futuro.

Um País com valores sociais que dignifique a pessoa humana e propicie condições de auto-suficiência e autodeterminação e que não crie dependências como forma de manter a supremacia do Estado sobre as pessoas, as famílias, as empresas e as instituições.

Impõe-se maior fiscalização das políticas sociais para que todos os que precisam tenham acesso sem excessos e abusos.

É necessário repensar algumas práticas sociais em nome da justiça, da equidade, do rigor e do respeito pelos contribuintes.

Mas do muito que há para fazer, sem esquecer a moralização dos salários de alguns gestores públicos, permitam-me que eleja como absoluta prioridade a reforma da justiça.

Sem justiça não há democracia!

O PSD tem pela frente essa grande responsabilidade quando chegar ao governo, pois já se percebeu que o PS não só não tem essa capacidade reformista como acima de tudo não tem vontade.

Aliás, tudo o que fez nessa matéria foi para pior!

Mas se o País precisa do PSD, os Açores precisam muito mais.

Pior do que ter um governo socialista é ter dois governos socialistas.

A desgovernação socialista, a caminho de 16 anos de maioria absoluta, conduz os Açores para um beco sem saída.

Os indicadores económicos são preocupantes e as consequências sócias são evidentes.

O turismo regista um declínio de 11% nos mercados interno e externo, os comerciantes apontam uma queda de 20% na actividade das suas empresas, a construção civil caiu cerca de 40% desde o ano passado.

Nos Centros de Emprego dos Açores estão agora registados mais 38% de desempregados do que no ano passado, além de já termos a situação camuflada por um número de funcionários públicos que é muito superior à percentagem nacional.

Os beneficiários do Rendimento Social de Inserção já aumentaram para 8,3% da população açoriana, quando a média nacional é de 3,9%.

Temos o mais baixo poder de compra de todos os portugueses, equivalente a 81,6% da média nacional.

Ao mesmo tempo, o índice de produtividade dos Açores é, em 2007, inferior ao de 2002 e igual ao de 1996.

Às dificuldades económicas e aos problemas sociais soma-se agora um PEC baseado na retracção da economia e na estagnação da sociedade.

Estamos a andar para trás com 16 anos de governos socialistas, a perder oportunidades de desenvolvimento e a criar uma sociedade adormecida à sombra do orçamento público.

É tempo demais. Já chega!

Lá como cá, é preciso mudar!

A mudança não é um capricho partidário mas sim um imperativo democrático.

Reafirmo aqui o desafio que fiz no congresso de Mafra:

A nossa vitória nas eleições regionais de 2012 deve ser desde já encarada e assumida como um objectivo nacional do PSD. Tanto quanto o desenvolvimento dos Açores é também uma missão de Portugal.

Conto com a vossa solidariedade. E conto, sobretudo, com a cumplicidade do nosso líder nacional.

O Dr. Pedro Passos Coelho conhece, como nós, as dificuldades dos Açores e apoia, como nós, as potencialidades da Autonomia.

Sabe que a Autonomia Regional e a solidariedade nacional são a melhor forma de afirmar os Açores e fortalecer Portugal.

Por isso confiamos a melhor expectativa no seu mandato que agora começa.

 

Senhor Presidente

Senhores Congressistas

 

O PSD começa agora um tempo novo – mais unido, mais forte, mais motivado – para enfrentar e vencer os grandes desafios do nosso País.

Contamos com o presidente de todos os sociais-democratas para ser o primeiro-ministro de todos os portugueses.

Portugal precisa de acertar o passo, com responsabilidade e com vantagem, na primeira oportunidade política.

Estamos todos fartos do estilo de Sócrates, do sebastianismo de Alegre e da ineficácia dos governos socialistas.

Este congresso começa a construir uma alternativa que faltava.

Todos juntos, vamos ganhar.

Viva o PSD!

Viva os Açores!

Viva Portugal!