Reforma (de fazer) política
Data: 2010-07-29 | Autor: Jorge Macedo.jpg)
Reforma 1- Passos Coelho: “o desalinhado”
“Os políticos são todos iguais”! Esta afirmação ilustra o descrédito luso na classe política e tem servido para justificar a abstenção crescente. Até pode ser “desculpa de mau pagador” mas se a conversa é recorrente, o sentimento existe e pode ser generalizado.
A indiferença dos cidadãos, perante as propostas eleitorais dos partidos, é normalmente associada à banalização das promessas … que não passam disso mesmo … promessas! Depois encontram-se uns argumentos para tentar convencer o povo que o branco “TIDE” é preto “carregado”!
Injusta ou exagerada (porque também há os que cumprem), pela amostra dos últimos anos, correm todos o sério risco de saltarem para dentro do mesmo “saco”.
Com a proposta de revisão constitucional, Passos Coelho, para além de tentar uma reforma política, inaugurou uma nova (re)forma de fazer política.
Ganhou o partido, deu a mão ao governo no aperto das agências de rating, disparou nas sondagens e quando seria normal que passeasse a simpatia dos políticos “todos iguais”, quer «os portugueses a discutir o alcance das reformas que precisamos de fazer».
Quando na mesma entrevista ao DN afirma: «não estou disponível para ser candidato a primeiro-ministro de um governo que não quer mudar nada, para satisfazer o ego dos militantes que vêem o partido há muitos anos fora do governo», confirma que, se “os políticos são todos iguais” … há uns mais iguais que outros!
Reforma 2 – Transporte aéreo: “esfolados e mal pagos”
“As passagens são muito caras”! Esta afirmação serve para constatar um facto e lamentar a nossa “geografia” a 1500 km de Lisboa. Se actualmente a “distância” mede-se em euros, estamos a 250€ de “lonjura”!
Com as “low-cost” encurtaram-se “distâncias”. Obrigadas a adaptar-se às condições oferecidas pela concorrência, as “high cost” baixaram os preços.
A liberalização do transporte aéreo na Madeira mostrou as virtudes de um modelo concorrencial. Se até à entrada da “low cost” easyJet, a SATA/TAP (em “code share”) aproveitaram-se para “esfolar” os passageiros nas ligações com Lisboa, depois a concorrência fez “milagres”.
Nos últimos 8 meses, um Lisboa/Funchal/Lisboa (ou vice-versa) na SATA, custou em média ao passageiro 164€, quando a reserva foi feita na véspera. Com uma semana, duas ou 1 mês de antecedência, custou 152€, 139€ ou 113€, respectivamente. Acresce que o madeirense é reembolsado de 60€ nos CTT.
Se a SATA faz de “low cost” para os madeirenses, porque razão continuamos a ser “esfolados … e mal pagos”?
Reforma 3 – Atum: a guerra dos”very light’s”
Antes era “cada uma por si e Deus por todos”! Agora que os armadores do atum descobriram a técnica da “mancha”, perceberam que é mais rentável pescar dentro de uma espécie de “aquário”.
Como o atum se concentra “à sombra” de objectos flutuantes (bóias ou destroços), basta que os atuneiros se revezem por cima do cardume. A “união faz a força … da pescaria”.
A “guerra dos very light’s” surgiu quando os barcos mais pequenos também quiseram pescar no “aquário”. Se antes era cada um por si, agora não pode ser “tudo ao monte e fé em Deus”. Entendam-se!
Reforma 4 – Jorge Nascimento Cabral: “o autonomista”
Há uma semana os Açores perderam um Homem que se destacou nas lutas autonómicas. Fundador do PSD/Açores, acrescentou vigor e convicção à matriz autonómica do PSD/Açores. Se os Açores perderam um Homem, o tempo não apagará a força das suas convicções autonómicas.



















