Antecipar o futuro
Data: 2010-07-21 | Autor: José Manuel Bolieiro.jpg)
O período político, económico, social e mediático, neste final de Julho, bem poderia corresponder a uma “silly season” tolerada por todos os que vivem veraneando, pelo país e no estrangeiro. Mas não é assim, nem se aceitaria que fosse.
A crise económica e social não deixa margem para qualquer tolerância de ordem alguma. Por outro lado, a crise política, apesar de ser meramente relativa à credibilidade do Governo do País e da capacidade do Primeiro-Ministro para liderar, não reserva espaço para tontarias de época balnear.
O tempo não é tempo de viver conformado com o momento. Mas sim é tempo de despertar a capacidade de conduzir a nossa existência colectiva, a médio e a longo prazo.
Quem, nesta fase, limitar a sua ocupação à conjuntura, é porque não tem horizonte, nem pensamento estratégico. Não decide nada, apenas cumpre o que está decidido.
Quando Pedro Passos Coelho pensa e trabalha duas plataformas, em simultâneo, mostra visão e capacidade. Não só mobiliza o PSD a favor do País, combatendo a conjuntura negativa da crise, como organiza o Partido para reassumir o seu histórico papel de líder nas grandes reformas do sistema político português, começando, obviamente, pela lei fundamental do País - a Constituição.
De curta visão são os que se apressam a criticar, como intempestiva, a revisão constitucional que o PSD avança. Só se avança antecipando o futuro, reformando o presente esgotado. O sistema de governo e a Autonomia Política justificam continuados aperfeiçoamentos.
O que faz falta é a capacidade de liderança. E Pedro Passos Coelho não sofre dessa falta.
Para aqueles que dizem que as propostas do PSD negam a sua história, direi que não perceberam o verdadeiro legado político do PPD/PSD. O seu legado foi o de antecipar o futuro, sem medo das rupturas com o passado ultrapassado, mesmo que seja o seu.


















