Especialistas – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 13 de Maio, 2019

Quando o dono de uma empresa, que quer vender parte dessa empresa cativando investidores, vem afirmar que a situação é insustentável, a isso chama-se “socialismo”.

E foi isso que fez o Presidente do Governo dos Açores quando confrontado com o prejuízo de 53 milhões da SATA em 2018, à razão de 1 milhão de euros por semana.

Talvez seja por inabilidade pública para se pronunciar em favor do futuro daquela que é a empresa mais importante para a coesão regional, mas declarar a capitulação da SATA é mais uma declaração a somar ao rol de “tiros nos pés” que significou os 10 anos de tutela de Vasco Cordeiro.

O Socialismo atlântico não será pioneiro nisto de afundar empresas públicas. E isso deve-se à tradição lusa de dar cabo das finanças de qualquer empresa pública.

Mas gerar o maior prejuízo nos 75 anos da história da empresa e declarar a sua insustentabilidade só pode significar que os socialistas desistiram da SATA.

Devem estar à espera de Bruxelas, tal como já sugeriam em 2015. Afinal, os resgates são outra das suas especialidades.