Graciosa. PSD questiona atraso na concessão das Termas do Carapacho
Publicado em 08 de Março, 2019

O deputado do PSD/Açores, João Bruto da Costa, confrontou o Governo Regional com o facto de ainda não ter sido lançado o concurso público para concessão da exploração das Termas do Carapacho, querendo saber “quando se vai iniciar esse procedimento”.

Segundo o social-democrata, em maio do ano passado, a tutela “garantiu que, ainda no decorrer de 2018, o concurso seria lançado, como nos disseram em resposta a um requerimento. Sem que nada tivesse acontecido”, lembra.

“Aliás, já antes, no decorrer do plenário de outubro de 2017, a Secretária do Turismo, Ambiente e Energia afirmou que tinha constituído um grupo de trabalho para elaborar o respetivo caderno de encargos e posterior concurso público para a concessão daquele empreendimento”, sublinha João Bruto da Costa.

O deputado acrescenta que, “ainda na resposta ao requerimento do PSD, o Governo adiantava a celebração de um protocolo com uma clínica de Fisioterapia, a “Fisiograciosa”, afirmando tratar-se da única clínica existente na Graciosa, sendo que, à presente data, isso já não corresponde à realidade, pois existe pelo menos mais uma clínica daquela especialidade na ilha”, adianta.

Na mesma resposta, diz João Bruto da Costa, “o Governo não esclareceu o valor dos proveitos da sua exploração daquela infraestrutura, e qual o destino dado aos mesmos, nomeadamente as receitas de utilização do espaço pelo público, a que se somam as receitas relativas à oferta de consultas de reumatologia no verão de 2017, em protocolo com o Instituto Português de Reumatologia”, acrescenta.

Assim, e passado o prazo que o executivo regional tinha dado para o lançamento do concurso para a concessão daquela importante infraestrutura, “queremos saber as razões para que isso não tenha acontecido”, afirma.

“As Termas do Carapacho, depois de um avultado investimento público de remodelação e renovação ,e depois de novas obras para correção das anteriores, constituem um importante ativo para a economia da ilha Graciosa, potenciando o turismo assim como a oferta de valências no campo da saúde e bem-estar”, conclui João Bruto da Costa.