Dia da Mulher. Açores já têm Núcleo das Mulheres Social Democratas
Publicado em 08 de Março, 2019

O presidente do PSD/Açores, Alexandre Gaudêncio, anunciou a criação de um núcleo açoriano das Mulheres Social Democratas (MSD), uma estrutura autónoma do partido que, no Dia Internacional da Mulher, passa a ter representação no arquipélago.

Tânia Fonseca, militante e atual vice-presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, será a responsável das MSD/Açores.

Após um almoço com mulheres ligadas à vida diária do PSD/Açores, o líder regional lembrou que “este era um desígnio que divulgamos durante a campanha interna do partido, e que assinala a valorização das mulheres que queremos ter no partido” explicou.

“É fundamental ter esta estrutura ativa nos Açores, pois permite que possamos ir buscar mais mulheres para a política regional, concretamente para o PSD/Açores, mas também munir os nossos quadros com mais senhoras, visando também uma nova realidade no que toca à igualdade de género”, adiantou Alexandre Gaudêncio.

“Acima de tudo, queremos mostrar que esta é uma maneira de ser do PSD/Açores, independentemente da lei da paridade, valorizando o papel da mulher, especialmente em cargos dirigentes”, referiu.

Para Tânia Fonseca, a autarca e agora responsável pelas MSD/Açores, “os números falam por si, e a verdade é que a presença das mulheres em cargos políticos continua a estar muitíssimo aquém do desejado”, adiantou.

A social-democrata lembrou que Portugal é um país “com mais mulheres do que homens e com mais mulheres licenciadas do que homens licenciados, pelo que a sub-representação das mulheres na política continua a refletir uma desigualdade injusta”.

Tânia Fonseca confirma que as medidas criadas “ao nível das quotas voluntárias dos partidos, e ao nível da lei da paridade contribuíram, sem dúvida, para o aumento do número de mulheres na política”.

“Mas queremos mais, até porque muitas de nós acharão que não devia ser necessária a imposição de quotas para assumirmos um cargo. Muitas de nós acharão que deveriam ser o mérito, as provas dadas, a experiência profissional e pessoal de cada uma a ditar as escolhas políticas”, expressou.

“Num país onde as limitações e restrições ao género feminino fizeram com que passássemos de 20% para 30% de mulheres em cargos políticos, em cerca de 10 anos, há-que fazer mais. E isso obriga-nos a assumir a responsabilidade de mudar a realidade e almejar a igualdade”, defendeu.

Esse será “o grande desafio para as MSD açorianas. Mais do que discutir os motivos de não haver ainda uma verdadeira igualdade, temos de nos focar num trabalho intenso de capacitação das nossas mulheres aos mais diversos níveis, mas ao nível da política em particular”.

Para Tânia Fonseca, o PSD/Açores possui militantes disponíveis para darem o seu contributo: “Cabe-nos a nós ajudá-las a acreditarem em si e a dar-lhes motivos para quererem juntar-se a este grade desafio de mudança”, concluiu.