Consequências – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 11 de Março, 2019

Em 2010, na Graciosa, na apresentação da moção ao congresso do PS, Carlos César afirmou que “o PS é detentor de um invejável património de seriedade, de isenção e de honestidade, não havendo conhecimento de qualquer caso de corrupção nos treze anos de poder na Região”.

Hoje, a corrupção é talvez um dos fenómenos que mais preocupa nos Açores e começam a surgir notícias que confirmam as razões para muita perplexidade.

Se a premissa estabelecida por César de que, por não haver conhecimento de casos de corrupção nos Açores isso significa que o PS é sério e honesto, e caso se venham a confirmar a ocorrência de fenómenos de corrupção com a gravidade dos que têm sido noticiados, o PS terá de explicar aos açorianos o que aconteceu ao seu património de “seriedade”, onde é que foi parar a alegada “isenção” e quem é que deu cabo da anunciada “honestidade”.

Vasco Cordeiro pediu, e bem, que tudo se esclareça rápido.

Que assim seja, pois na esfera política é essencial que se apurem eventuais responsabilidades e se retirem as devidas consequências.