PSD/Terceira quer contributos da sociedade civil para desafios eleitorais
Publicado em 07 de Janeiro, 2019

O PSD/Terceira apelou à sociedade civil para “uma participação ativa na construção de um programa de trabalho para a nossa ilha, de forma a articular uma estratégia de progresso para os Açores”, disse o líder da comissão política, António Ventura.

“Vamos ao encontro das pessoas. E quem pretender pode também vir ao nosso encontro, enviando os seus contributos para o endereço: rumoavitoria.terceira@gmail.com”, divulgou, em conferência de imprensa, onde sublinhou que os social democratas acreditam na Terceira “como alavanca política para o desenvolvimento dos Açores”.

“Em 2019 vão realizar-se eleições para o Parlamento Europeu (26 de maio) para a Assembleia da República (6 de outubro), e em 2020 têm lugar eleições para a Assembleia Regional (outubro), três datas que devem ser uma preocupação responsável para qualquer partido político”, disse.

“O risco de pobreza nos Açores (30,5%) é revelador do falhanço de 22 anos de governação socialista”, avançou António Ventura, lembrando igualmente que “o abandono escolar precoce (27,8%), o despovoamento e o envelhecimento, indicadores que mostram ser preciso melhorar as condições de vida dos terceirenses e dos açorianos”. afirmou.

“Há uma necessidade urgente de soluções alternativas à governação regional”, já que “estamos perante os mais preocupantes resultados económicos e sociais da história da nossa Autonomia, pelo que temos de preparar uma consistente estratégia política de desenvolvimento, em parceria com os terceirenses”, assegura.

Para o líder do PSD/Terceira, “o PS esgotou o seu dinamismo e a sua criatividade socioeconómica”, e está agora “no caminho político dos remendos, do atirar para a frente, das verdades inventadas e do esconder dos problemas”.

Convicto de que a Terceira “tem potencialidades adormecidas e atributos específicos”, o social democrata diz que a ilha “tem vindo a perder a sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento da Região”, dado o seu “estado latente”, explicou António Ventura.

“Desde a sua geocentralidade para os transportes marítimos e aéreos até à produção científica do campus universitário de Angra, passando pelas potencialidades de uma cidade património mundial, da Base das Lajes, do Porto da Praia da Vitória, e contando com o turismo em todas as suas variantes, a diversidade ambiental ou produção agroalimentar, há um manancial de ativos que têm de ser aproveitados em prol da Terceira e dos Açores”, defende.

“Assim poderemos gerar riqueza, iniciativa pessoal e emprego. Mas é urgente auscultar quem sabe destas matérias para projetar políticas sustentáveis, estabelecer complementaridades económicas e unir sinergias”, reforçou.

António Ventura referiu-se ainda ao aumento “em 100%, de 1 para 2 euros” da taxa turística cobrada pela Câmara Municipal de Lisboa “que já arrecadou, desde 2016, 31 milhões de euros” com a medida, repudiando o que diz ser “uma forma encoberta de financiamento” da autarquia lisboeta.

“Não aceitamos ser tratados em Lisboa como visitantes de um outro país”, referiu o social democrata, revelando que a estrutura local do partido vai interceder “junto da Assembleia da República, para mostrar o seu desagrado por uma alteração injusta, que afeta os terceirenses e os açorianos, que não visitam – maioritariamente – a capital por razões turísticas”, concluiu.