São Jorge. Governo faz “corte brutal” nos serviços das Casas do Povo
Publicado em 27 de Dezembro, 2018

O deputado do PSD/Açores António Pedroso denunciou que o governo regional vai fazer um “corte brutal” nos serviços prestados nas Casas do Povo de São Jorge, prejudicando assim a população mais envelhecida da ilha.

“Como se o funcionamento apenas em alguns dias da semana já não fosse suficientemente prejudicial para a população, sobretudo a mais envelhecida, o governo regional prepara-se agora para fazer um corte brutal nos serviços prestados nas Casas do Povo da ilha de São Jorge”, disse o social-democrata.

Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, o parlamentar refere que “tomou conhecimento que, a partir de janeiro de 2019, será reduzido o tempo de atendimento ao público – em alguns casos em 50 por cento – na maioria das Casas do Povo da ilha de São Jorge”.

“Com o corte brutal nos serviços prestados pelas Casas do Povo e uma rede de transportes públicos insuficiente, o governo regional prejudica gravemente a população da ilha de São Jorge, nomeadamente a mais envelhecida e que vive distante dos centros urbanos”, sublinhou.

António Pedroso lembrou que as Casas do Povo prestam um serviço “próximo dos cidadãos” da ilha de São Jorge, “associando essa proximidade à rapidez e à qualidade de vida”.

A decisão do governo regional vai reduzir, ainda mais, os serviços prestados aos jorgenses pelas Casas do Povo em áreas como a Saúde, dado que estas instituições “prestam apoio administrativo aos médicos e enfermeiros, nomeadamente através da marcação de consultas e análises clínicas”.

“As Casas do Povo apoiam também os cidadãos na entrega de todo o tipo de requerimentos à Segurança Social, entre os quais se destacam os pedidos para o Complemento Regional de Pensão, também conhecido por “cheque pequenino”, ou para Complemento para a Aquisição de Medicamentos pelos Idosos (COMPAMID)”, frisou.

Segundo o deputado do PSD/Açores, “estes e outros serviços prestados à população da ilha de São Jorge vão ser ainda mais reduzidos devido a um corte brutal decidido pelo governo regional”.