Governo dos Açores “volta a esconder informação” sobre contas públicas
Publicado em 19 de Dezembro, 2018

O PSD/Açores afirmou que o governo regional “voltou a esconder informação” sobre as contas públicas, acrescentando que trata de uma prática que a governação socialista “repete ano após ano”.

“O Tribunal de Contas (TdC) voltou, este ano, a dizer que ‘continua sem ser possível obter prova suficiente e apropriada de modo a certificar a posição da dívida total do sector público’. Ou seja, o governo do Partido Socialista voltou a esconder informação sobre as contas públicas”, afirmou Cláudio Almeida, vice-presidente do partido.

O dirigente social-democrata, que falava a divulgação do parecer do TdC à Conta da Região de 2017, salientou que o governo “é reincidente a ocultar e falsear informação” sobre as finanças públicas regionais, “como comprovam os avisos que o TdC repete ano após ano”.

“Os números das contas públicas que a governação de Vasco Cordeiro apresenta não são verdadeiros. Por exemplo, este governo contabiliza como receita da Região os descontos dos funcionários públicos dos Açores para a ADSE. Isto é falsear as contas públicas e enganar os açorianos”, disse.

Cláudio Almeida considerou também que “é muito preocupante a trajetória insustentável da dívida pública regional”, que ultrapassava já, no final de 2017, os 1800 milhões de euros.

“Durante a governação de Vasco Cordeiro, a dívida global do setor público administrativo regional aumentou 1.000 milhões de euros. Segundo o TdC, em 2013 a dívida era de 808 milhões. No final de 2017 já era de 1806 milhões de euros. Isto é insustentável”, disse.

O vice-presidente do PSD/Açores recordou, no entanto, que as responsabilidades financeiras totais da Região “são bem superiores ao valor da dívida do setor público administrativo regional, pois esta não inclui as dívidas de empresas como a SATA, a Lotaçor e a Sinaga, nem e as responsabilidades das parcerias público-privadas”.

“Se somarmos esses valores à dívida do setor público administrativo regional, as responsabilidades financeiras da Região ascendiam já, no final de 2017, a 2.850 milhões de euros. A governação de Vasco Cordeiro deixou as contas públicas fora de controlo”, frisou.

Para o dirigente social-democrata, “a governação socialista deixa uma pesada herança às futuras gerações de açorianos”.