Troféus – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 26 de Novembro, 2018

O Governo dos Açores insiste em usar as pessoas mais carenciadas como figurantes do seu espetáculo de assistencialismo, em sessões de entrega de verbas para melhores condições de vida ou outras medidas de apoio social.

São espetáculos de verdadeira degradação da atividade governativa, sujeitando as desigualdades à exposição pública, de mão estendida, a receber dos notáveis governantes o “favor” de quem está no poder.

Na região com mais pobres do país, depois de 22 anos de socialismo, os pobres são um troféu governamental.

Perdidos no absurdo, em faustosa inauguração de um centro de apoio aos sem abrigo, o líder socialista desta farsa social diz que essa obra pertence ao património da opção política de “não deixar ninguém para trás”.

Uma contradição nos termos. A utilização dessa frase feita quando se presta assistência às vítimas da governação não é ironia, nem cinismo, é falta de vergonha.

Sem os pobres este governo só teria uma coisa a fazer: criar mais pobres, que foi o que sempre fez para celebrar a sua (pesada) consciência social.