Governo “enganou os açorianos” sobre privatização da SATA Internacional
Publicado em 09 de Novembro, 2018

O presidente do PSD/Açores afirmou que o governo regional “enganou os açorianos” sobre a privatização da SATA Internacional, dado que, afinal, a Loftleidir Icelandic não chegou a apresentar qualquer proposta formal para a compra de 49% do capital social da companhia aérea açoriana.

“O governo regional disse sempre aos açorianos que tinha sido apresentada uma proposta formal de compra. Qual não é o nosso espanto quando ficamos a saber, pela comunicação social, que não houve qualquer proposta formal. Isto é mentir às pessoas e defraudar as expetativas dos açorianos”, afirmou Alexandre Gaudêncio, após uma audiência de apresentação de cumprimentos ao presidente do governo regional dos Açores.

O líder social-democrata classificou o comportamento do governo regional nesta matéria como uma “fraude política”, dado que o executivo “passou quatro meses a analisar um documento que não tinha qualquer proposta formal para a aquisição de 49% do capital social da SATA Internacional”.

“Perderam-se quatro meses em que a SATA continuou a acumular prejuízos. O governo regional é único responsável por esta situação. O governo enganou os açorianos, pois apenas houve uma ‘não proposta” para a compra de 49% do capital social da SATA Internacional”, disse.

Para Alexandre Gaudêncio, o processo de privatização já estava “ferido de morte”, desde o momento em que a Loftleidir Icelandic não formalizou uma intenção de compra da SATA Internacional.

“A única solução é anular o concurso, fazendo um novo, em que haja um modelo mais atrativo para que vários privados possam aparecer. O PSD/Açores está do lado da solução e nunca do lado do problema”, frisou.

O presidente do PSD/Açores garantiu que o partido “está disponível para ajudar a pensar num novo modelo de privatização da SATA Internacional”.

“É com esta postura positiva e construtiva que este PSD/Açores encara os problemas: identificando necessidades, mas apresentando soluções”, afirmou Alexandre Gaudêncio.