Saúde. PSD/Açores denuncia incumprimentos do Governo Regional na Terceira
Publicado em 01 de Outubro, 2018

Os deputados do PSD/Açores eleitos pela Terceira denunciaram vários incumprimentos do Governo Regional no setor da Saúde. Os 17 mil terceirenses sem médico de família, a continuada falta de um serviço de Radioterapia na ilha e o atraso na acreditação do Hospital do Espírito Santo (HSEIT) foram causas apontadas pelos social-democratas para o estado atual de um setor “que sofre com a ineficácia da governação socialista e o mau uso dos dinheiros públicos”, afirmaram Mónica Seidi, César Toste e Luís Rendeiro.

“É com verdadeira preocupação que constatamos o incumprimento do governo regional em vários compromissos assumidos com os terceirenses no setor da Saúde. Que continuam a ser só e apenas medidas apregoadas em tempo de campanha eleitoral”, disse Mónica Seidi.

A deputada lembrou que o programa de governo do PS (2016) visava “garantir a cobertura total da população por médicos de família até 2018. Ora, a realidade anda longe disso, uma vez que, no concelho de Angra, a 3 meses do final de 2018, há cerca de 14 mil utentes sem médico de família atribuído. E cerca de 17 mil em toda a ilha”, criticou a social-democrata.

“Estes dados mostram que o governo regional contribui para um sistema regional de Saúde frágil e pouco coeso, uma vez que os Cuidados de Saúde Primários deviam ser a base do mesmo, sendo essenciais para o seu sucesso”, defendeu.

Uma promessa “que vem ainda dos governos socialistas de Carlos César tem a ver com a instalação de um Centro de Radioterapia no HSEIT”, onde foi criado um bunker no HSEIT, para albergar o respetivo aparelho, “mas o certo é que continuamos sem Centro de Radioterapia na Terceira”, sublinhou a deputada.

“Não só os terceirenses nada sabem sobre o que verdadeiramente se passa com este processo, como até o Sr. Secretário Regional da Saúde faz declarações levianas e erráticas sobre o mesmo”, já que “em fevereiro de 2017 afirmou que o licenciamento do Centro devia estar concluído dentro de um mês. E em junho de 2018, um ano e quatro meses depois, veio culpabilizar a falta de casuística para os tratamentos e a falta de radio-oncologistas para que o mesmo não tivesse ainda avançado”, recordou.

“Tais declarações só demonstram uma tremenda falta de planeamento e rigor por parte do executivo açoriano. E, mais uma vez, o desperdício de dinheiros públicos vigente”.

Outra falta para com a população local está no processo de Acreditação em Qualidade do HSEIT, “que foi anunciada em 2015 para um prazo máximo de 24 meses. Em 2018, o nosso Hospital não está certificado, e preveem-se mais 2 anos de espera até o processo estar concluído, num atraso total superior a 3 anos”, referiu Mónica Seidi.

“Mais uma vez, quebra-se uma das medidas prometidas pelo PS para a Saúde, uma reivindicação plasmada num parecer do Conselho de Ilha referente ao PO 2018, e que põe em causa a possibilidade da Região se posicionar na linha da frente do Turismo de Saúde, não aproveitando a enorme vantagem da sua localização geográfica para aceder ao mercado dos EUA”, acrescentou

Outra promessa por cumprir prende-se com a extensão “aos Hospitais da Horta e da Terceira das unidades de internamento de cuidados paliativos”, sendo que o executivo, “lamentavelmente, apenas apresentou, em março deste ano, uma solução de recurso no HSEIT, disponibilizando 4 camas, em vez de avançar com a criação de uma unidade de Cuidados Paliativos”, frisou a deputada.

Mónica Seidi garantiu que o PSD vai continuar “com uma rigorosa fiscalização ao Governo Regional, também neste setor” e salientou que, “curiosamente, nenhuma destas promessas está inscrita no famoso PREIT, onde parece caber tudo”.

“Já é tempo de o executivo açoriano cumprir as promessas aos terceirense, porque com a Saúde não se brinca”, concluiu a parlamentar do PSD/Açores.