PSD/Açores exige explicações do Governo Regional sobre Radioterapia na ilha Terceira
Publicado em 19 de Outubro, 2018

Os deputados do PSD/Açores exigem explicações ao Governo Regional sobre o atraso no início dos tratamentos de Radioterapia na ilha Terceira, uma vez que foram recentemente tornadas públicas notícias a dar conta “da dispensa dos técnicos da especialidade afetos ao HSEIT”, situação sobre a qual o executivo “tem de se pronunciar, considerando que a Radioterapia na Terceira é uma promessa anunciada há várias legislaturas, e que continua por cumprir”, avançam.

Num requerimento entregue esta quinta feira, os social-democratas querem saber se “têm fundamento as notícias sobre a falta de manutenção do equipamento de Radioterapia e o cancelamento da sua garantia”, perguntam, solicitando informações “sobre alguma notificação prévia da empresa Joaquim Chaves – concessionária do Centro de Radioterapia no HSEIT – relativamente a todo este processo”.

Os social-democratas solicitam igualmente a cópia do contrato celebrado entre o HSEIT e a empresa Joaquim Chaves, lembrando que “foi construído um “bunker” naquela unidade de saúde mas, passados dois anos, e apesar do aparelho estar instalado, continuamos sem ter o Centro de Radioterapia da Terceira”.

“Este é um exemplo claro de má gestão e de más decisões, assentes em critérios mal explicados, por parte do Governo Socialista”, refere a deputada Mónica Seidi, recordando que, “em audição, a Dra. Luísa Melo Alves, indigitada para presidente do Conselho de Administração do HSEIT, afirmou claramente que este era um problema do foro político”.

“A verdade é que os terceirenses aguardam desde 2016 pelo início dos tratamentos de Radioterapia na sua ilha”, e que as várias declarações públicas do Secretário Regional da Saúde sobre o assunto “não são concisas nem tão pouco esclarecedoras, pois disse em fevereiro de 2017 que dentro de um mês o problema estaria ultrapassado”, lembra também a social-democrata.

“Também é verdade que, depois dessa data, pouco mais se soube relativamente ao início do funcionamento daquele serviço, mesmo se o Secretário Regional da Saúde afirmou já este ano que o problema seria a falta de casuística para os tratamentos e a falta de radio-oncologistas”, acrescenta.

Para Mónica Seidi, “acresce a tudo isto a já citada notícia da dispensa dos técnicos de Radioterapia afetos ao HSEIT, no passado mês de setembro, e a possibilidade do respetivo equipamento estar sem manutenção há mais de um ano e da garantia do acelerador ter sido cancelada”, conclui.