Geringonços – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 01 de Outubro, 2018

O governo de conveniência que se instalou em Portugal deu provas, nas últimas semanas, apesar de escusadas, de que quando os socialistas portugueses fazem juras de honradez dos seus compromissos políticos, o mais certo é estarem a cruzar os dedos detrás das costas, pois na sua forma de estar na política, os factos políticos, pela sua natureza efémera, exigem apenas respostas de acordo com o que mais convém no momento.

Sempre que asseguram que “palavra dada é palavra honrada” é porque estamos perante a velha teoria do mundo futebolístico de que “o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira”.

Assim aconteceu com a ida do Infarmed para o Porto e com a equiparação das licenciaturas pré-Bolonha aos atuais mestrados.

Vivemos em Portugal uma permanente quebra de compromissos por parte de políticos que se doutoraram em faltar com a palavra dada e não há remédio que cure esta obstinação em enganar os eleitores.

Convém, contudo, que se preparem para a revolta silenciosa que, nas urnas, se irá manifestar. Foi assim em 2015, e sê-lo-à em 2019.