Funcionários públicos com salários mais baixos não vivem das notações de “rating”
Publicado em 18 de Outubro, 2018

O deputado do PSD/Açores Bruno Belo afirmou que os funcionários públicos com salários mais baixos não vivem das notações das agências de “rating”, tendo lamentado a recusa do governo regional em aumentar a remuneração complementar, cujo valor não é atualizado desde 2012.

“Já é mais do que tempo de se fazer justiça aos funcionários públicos que menos ganham. Foi isso que o PSD/Açores aqui defendeu, ao propor a abertura de um processo negocial com os sindicatos da administração pública regional, com vista ao aumento da remuneração complementar”, disse o social-democrata, na Assembleia Legislativa dos Açores.

O parlamentar do PSD/Açores falava após a maioria socialista ter chumbado um projeto de resolução dos social-democratas – que recebeu o voto favorável dos restantes partidos da oposição –, que recomendava ao executivo a abertura de um processo negocial com os sindicatos para aumentar a remuneração complementar.

“Os funcionários públicos açorianos com os salários mais baixos não vivem de promessas de boas intenções. Estes trabalhadores, que são os que menos ganham, não vivem das notações das agências de ‘rating’. Ao contrário do que pensa o senhor vice-presidente do governo, o ‘rating’ não dá pão”, sublinhou.

Bruno Belo lembrou que o valor da remuneração complementar “não é aumentado desde 2012, porque o governo regional, na altura, entregou os direitos dos trabalhadores da administração pública regional e local como caução de um empréstimo de 185 milhões de euros”.

“Entretanto passaram seis anos. Neste período, os trabalhadores em causa perderam poder de compra e fizeram sacrifícios. Em contrapartida, o governo regional cobrou impostos como nunca”, recordou.

A remuneração complementar, que existe desde 2002, é paga aos funcionários públicos que têm salários mais baixos.

Trata-se de uma medida que visa a “justiça salarial”, frisou o deputado social-democrata, “pois apoia os trabalhadores da administração pública regional e local que menos ganham, sendo estes os mais afetados pelo agravamento do custo de vida derivado da insularidade”.