Bissextos – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 08 de Outubro, 2018

Em novembro, o Parlamento dos Açores irá discutir o Plano Anual para 2019. Um Plano de faz de conta, que o Governo apresenta sob a égide do logro político de quem se habituou a apresentar planos que nunca cumpre, com avultados investimentos que ficam bem no papel, mas que dali não saem, precisamente, porque não há “papel”.

Inscrevem-se obras que nunca aparecem ou cujos milhões só servem para inflacionar a intenção de investimento.

Apresentam-se documentos decalcados de anos anteriores em que se compromete, apenas, a ilusão de que o dinheiro existe.

Faz de conta que se vai fazer um investimento de vários milhões, inscreve-se o mesmo para executar no ano seguinte, faz-se o concurso para o projeto, para depois ser aprovado, candidatado a fundos comunitários e aprovado, lançado a concurso, adjudicado, iniciado, executado, concluído.

Como o próximo ano, teimosamente, só tem 365 dias, vamos todos fazer de conta que a obra será concluída até 31 de dezembro. Se não o for, a culpa é, certamente, do mês de fevereiro que, em 2019, só terá 28 dias.