Vergonha – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 11 de Setembro, 2018

Um adágio que abomino diz que: “vergonha não é roubar, vergonha é roubar e ser apanhado!”

Aquilo a que assistimos em Portugal tornou-se muito pior do que poderíamos imaginar.

A corrupção generalizada em que estamos mergulhados garante que os valores da sociedade democrática estão entregues aos clubismos, amiguismos e partidarismos.

Se autarcas são envolvidos nas suspeitas de alegado mau uso dos apoios às vítimas dos incêndios logo aparece o seu clube de apoio e de ataque a quem levanta suspeitas. O importante é proteger o status do grupo que tenha alguns dos seus sob suspeita.

Se um clube é acusado de crimes cometidos em seu favor, pouco importa se é ou não verdade, quem se mete com o nosso clube, leva.

Existe uma divisão entre a suposta “esquerda” e a eventual “direita”, e pouco ou nada interessa se ocorrerem crimes de corrupção, há sempre aqueles que não prestam e outros que são os bons.

A corrupção torna-se mundana quando a censura moral depende do grupo ou do clube de quem prevarica.

Na verdade, vergonha é o Estado a que chegámos.