Rentrée – Opinião de Mónica Seidi
Publicado em 28 de Setembro, 2018

1. Proteger os “nossos”
Após o interregno de agosto, e terminada a “silly season”, que também foi intensamente vivida na nossa Região, regressámos à Horta com o intuito de continuar a trabalhar para melhor servir os açorianos.

O ano de 2018 assinalou, sem dúvida, um “verão quente” para o executivo socialista nos Açores. Houve inclusive membros do governo que passaram o mês de agosto a “apagar o fogo” iniciado em finais de julho, numa tentativa de “salvar o pêlo” perante a opinião pública. Receio que não o tenham conseguido de forma satisfatória, mas esta será uma questão a que o tempo se encarregará de nos responder. Contudo, aos olhos do Exmo. Sr. Presidente do Governo Regional, as iniciativas desenvolvidas terão sido eficazes. E prova disso mesmo foi a forma surpreendente com que premiou a incompetência de alguns membros do seu governo, mantendo-os no ativo.

Ora, perante as notícias do passado dia 18, logo se percebe que Vasco Cordeiro apenas pôde fazer uma simples intervenção “cosmética”, varrendo vários Diretores Regionais (alguns avisados nesse mesmo dia) e mantendo os decisores políticos. Aguardemos então pela verdadeira remodelação e por uma interferência consequente do Exmo. Sr. Presidente do Governo Regional.

2. Oportunidades para a Terceira
Da agenda do recente plenário constava o Projeto de Resolução apresentado pelo PSD em março de 2018, recomendando ao Governo Regional a construção de um Cais de cruzeiros na Praia da Vitória. Felizmente, e por acordo de todos os partidos, a iniciativa acabou por ser uma recomendação conjunta, evidenciando o interesse e o reconhecimento de todas as forças partidárias para a necessidade de se construir aquela infraestrutura no concelho da Praia da Vitória.

Lamento, contudo, os dez anos de atraso da sua construção, uma vez que a Terceira, e mais concretamente a Praia da Vitória, poderiam estar já a beneficiar de um impacto favorável e efetivo na sua economia, esquecendo-se também dessa forma os efeitos negativos derivados do downsizing da Base das Lajes.

Infelizmente, esta unanimidade não se verificou na abordagem de outro Projeto de Resolução, também apresentado pelo PSD, que visava restabelecer as ligações marítimas da Atlânticoline a todas as ilhas do Grupo Central e as ligações marítimas entre a Calheta e o Porto das Pipas. O PS chumbou a iniciativa, ignorando o repto emitido pela Câmara de Angra, uma autarquia socialista. Ainda uma palavra para a indiferença dos deputados da bancada socialista eleitos pela ilha Terceira que, perante a pertinência do assunto, optaram por se manter em silêncio durante toda a discussão. De facto, quem cala consente!