PSD/Açores quer Orçamento de 2019 com medidas de combate à pobreza e desemprego jovem
Publicado em 10 de Setembro, 2018

O PSD/Açores defendeu que as propostas de Orçamento e Plano Anual da Região para 2019 devem conter medidas de combate à pobreza e ao desemprego jovem, alegando que são dois dos problemas mais graves no arquipélago.

“Uma das grandes preocupações do PSD são os níveis de pobreza nos Açores. O número de pessoas que dependem do Rendimento Social de Inserção aumentou nos últimos dez anos, o que não é um bom indicador. Esperamos que o Orçamento e o Plano contribuam para diminuir a pobreza”, afirmou o deputado social-democrata António Vasco Viveiros.

O parlamentar do PSD/Açores e porta-voz do partido para a Economia e Finanças falava após a audiência entre uma delegação de representantes social-democratas e o presidente do governo, sobre as antepropostas de Orçamento Regional e de Plano Anual para 2019.

António Vasco Viveiros, que esteve acompanhado pelo secretário-geral do PSD/Açores, António Almeida, salientou que outros dos problemas que necessitam de medidas concretas são o desemprego jovem e os maus resultados na Educação.

“Os Açores são a região do país com maior taxa desemprego jovem, com cerca de 30 por cento. O país já baixou dos 20 por cento e a média da União Europeia é de 16 por cento”, frisou.

O deputado social-democrata alertou ainda para os “maus resultados” na Educação, lembrando que a Região tem das mais elevadas taxas, a nível nacional, de insucesso e abandono escolar.

“São necessárias medidas concretas [no Orçamento e Plano de 2019] para enfrentar os problemas da pobreza, do desemprego jovem e dos maus resultados na Educação”, disse.

O porta-voz do PSD/Açores para a Economia e Finanças chamou também a atenção para as “baixas taxas de execução” das verbas do Plano Anual ao longo dos últimos anos, recordando que se trata de um problema recorrente e que “retira credibilidade” aos documentos de planeamento do investimento público.

António Vasco Viveiros acrescentou que os documentos orçamentais continuam a não conter “objetivos macroeconómicos, tal como sucede no Orçamento de Estado”, nomeadamente as previsões de crescimento económico ou de criação de emprego, o que “impede a avaliação do desempenho do governo”.

“[A inclusão destas previsões no Orçamento da Região] já foi objeto de uma recomendação do Tribunal de Contas”, lembrou.

O deputado social-democrata defendeu ainda um maior investimento público na qualificação turística, bem como no setor da agricultura.