Governo da República prejudica empresários terceirenses no transporte de carga aérea
Publicado em 07 de Setembro, 2018

O PSD/Terceira acusou o Governo da República de continuar a prejudicar a economia e os empresários locais, “no que diz respeito ao transporte de carga aérea”, dias depois do Secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins ter afirmado, nos Açores, “que o Executivo não pretende abrir, para já, qualquer concurso público dirigido ao transporte de carga aérea para a Região”.

Mónica Seidi, vice-presidente da Comissão Política de Ilha, lamentou as intenções do Governo da República, “uma vez que não teremos, para breve, a abertura de um concurso que iria de encontro às obrigações de serviço público, prejudicando naturalmente os empresários terceirenses, “, frisou.

“Os empresários da nossa ilha têm sentido muitas dificuldades a esse nível”, refere a social-democrata, confirmando que “há um potencial económico que está a ser claramente prejudicado. E falo, por exemplo, da dificuldade na exportação de próteas pelo maior produtor nacional – a Fruter –, ou dos problemas conhecidos na exportação do peixe, uma vez que o avião cargueiro tarda em aparecer e não existem previsões de carga”, referiu.

Para o PSD local, “é inaceitável que o Secretário de Estado venha aos Açores afirmar que primeiro terá de ver se a empresa privada que vai avançar com o transporte, a partir de São Miguel, preenche ou não as necessidades do mercado. Para só depois o governo decidir se avança ou não para novo lançamento do concurso público”, adiantou.

“Tratando-se de uma entidade privada, obviamente que não estará sujeita às obrigações do serviço publico, e só virá à Terceira ou a outra ilha se assim o entender”, alerta Mónica Seidi.

Para a social-democrata, “é igualmente inadmissível que o Secretário de Estado ainda não tenha homologado o relatório do júri que propõe a anulação do concurso público, apesar do documento estar na sua posse desde janeiro deste ano”.

A vice-presidente do PSD/Terceira recorda que “os concursos públicos lançados previam um sistema de voos triangulares entre Lisboa, Ponta Delgada e Terceira, num espírito de complementaridade que tanta falta tem feito”, defendendo que “é urgente a adjudicação de um avião cargueiro, para que se possam resolver, de uma vez por todas, os problemas denunciados pelos nossos empresários”.

Ainda segundo Mónica Seidi, “convém relembrar que o PREIT prevê, como medida da responsabilidade da República, que seja assegurado o adequado escoamento de carga aérea da Região, dentro das frequências mínimas requeridas pelos mercados de exportação”, concluiu.

A dirigente social-democrata terceirense considerou ainda que “a gravidade deste assunto exige que seja diretamente assumido pelo presidente do governo regional, devendo este pedir, com urgência, uma audiência ao primeiro-ministro sobre o tema”.