PSD/Terceira espera que novo estudo sobre contaminação fale a verdade às pessoas
Publicado em 08 de Agosto, 2018

O PSD da Ilha Terceira espera que o novo estudo anunciado sobre a contaminação dos solos e aquíferos da Praia da Vitória “fale a verdade às pessoas”, considerando que em causa está um problema ambiental “que exige monitorização e acompanhamento, mas que sobretudo exige uma intervenção eficaz no terreno, permitindo, de uma vez por todas, a descontaminação total e a eliminação do passivo ambiental provocado pelos militares norte-americanos”.

É o vice-presidente da Comissão Política de Ilha, Rui Espínola, quem reage assim às recentes notícias sobre a conclusão, até ao final de 2018, do estudo encomendado pelo Ministério da Defesa Nacional ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil, referindo que o mesmo “não poderá servir para mascarar, camuflar ou calar posições sociais e políticas que têm colocado este assunto em praça pública. Exigimos explicações, até pressionando os governantes regionais e nacionais, numa ação responsável e eficaz para a resolução do problema. Não pode ser legitimada mais uma não intervenção”, afirma.

Para o PSD/Terceira “não têm sido visíveis ações concretas no terreno, sobretudo na Praia da Vitória, limitando-se, tanto o Governo Regional como o Governo da República, a adjudicar a elaboração de mais estudos, quando o problema está diagnosticado há mais de uma década, sem qualquer tipo de intervenção, porquanto a situação poderá ter vindo a agravar-se”, argumenta aquele responsável.

Segundo Rui Espínola existe, no concelho da Praia da Vitória, “uma clara preocupação com a contaminação dos solos, mas sobretudo, com a possível contaminação dos aquíferos, pois é daí que advém a maioria da captação de água, inserida na rede de abastecimento público ao concelho”.

O social-democrata acrescenta que “os furos de captação de água próximos dos locais contaminados são, por isso, fator de preocupação constante. Como é o caso do furo do Areeiro, nas Fontinhas, ou do furo do Juncal, pelo que é necessário perceber o grau de intervenção exigido”.

“De uma vez por todas, esperamos que se acabem as especulações, se consensualizem as opiniões divergentes e se fale a verdade às pessoas. Para que se possa prevenir e agir de acordo com o conhecimento técnico e científico gerado sobre o assunto, na eliminação deste passivo ambiental”, concluiu Rui Espínola.