PSD/Açores saúda recuo do Governo na deslocação de médicos especialistas
Publicado em 03 de Agosto, 2018

O grupo parlamentar do PSD/Açores saúda o recuo do Governo regional e a decisão, publicada ontem em Jornal Oficial, de retomar a política de incentivos à deslocação de médicos especialistas às ilhas sem hospital, uma medida cuja necessidade os social-democratas açorianos há muito vinham a defender.

Luís Maurício explica que este “emendar de um erro” é uma “notícia aguardada” pelos utentes do Serviço Regional de Saúde que se viram privados, demasiado tempo, de consultas de especialidade nas suas ilhas, por culpa do executivo que, em 2014, alterou a legislação, levando a que a maioria dos especialistas cessasse as suas deslocações.

O deputado e porta-voz do PSD/Açores para a Saúde considera, porém, que o recuo do Governo é “tardio”, porque levou a que milhares de utentes não tivessem acesso a cuidados de Saúde diferenciados na sua ilha de residência, o que conduziu a um aumento exponencial das deslocações de utentes e acompanhantes, como também dos custos dessas deslocações.

Luís Maurício espera que o atraso na publicação do Regulamento Geral de Deslocações do Serviço Regional de Saúde (SRS) “não tenha interrompido aquilo que era, até 2014, a vontade mobilizadora dos diferentes profissionais de saúde, em particular os médicos especialistas, para se deslocarem às diferentes ilhas”.

“O PSD/Açores espera que se retome com a mesma frequência a deslocação dos médicos especialistas”, reforça.

O PSD/Açores congratula-se com o alargamento deste Regulamento a outros profissionais de saúde de que os utentes do SRS são igualmente carenciados e lembra que, em relação à telemedicina, esta era uma revindicação do partido proposta, inclusive, no Programa Eleitoral do PSD/Açores em 2016.

Luís Maurício defende que “este recurso, embora não substitua em todos os casos uma consulta presencial, deve ser usado de uma forma coordenada e devidamente articulada entre as diferentes unidades de saúde regionais (centros de saúde e hospitais) e não como uma resposta de atendimento pontual”.