Grua do Porto das Pipas. Decisão da tutela é incompreensível
Publicado em 02 de Agosto, 2018

Os deputados do PSD/Açores eleitos pela Terceira questionaram as novas regras de utilização das gruas sob a alçada da Direção Regional das Pescas na ilha, onde se destaca “a limitação imposta na grua do Porto das Pipas, que apenas pode ser utilizada entre as 10 e as 15 horas, mediante um pedido com 24 horas de antecedência”, referem.

“Trata-se de uma decisão incompreensível, uma vez que a tutela decidiu, de forma unilateral e sem dialogar com todos os interessados. E nem tão pouco considerou possíveis alternativas que satisfizessem as partes interessadas”, referem, em comunicado Mónica Seidi, César Toste e Luís Rendeiro.

É a deputada quem recorda que “segundo o que foi noticiado pela comunicação social, a limitação do acesso às gruas da Terceira, nomeadamente à do Porto das Pipas, deve-se a alegadas avarias, que puseram em causa a sua normal utilização”.

Para os social-democratas, o caso é “tão mais grave quando estamos em pleno verão, época propícia às atividades náuticas de recreio, com os proprietários das embarcações condicionados porque a tutela decidiu adotar um conjunto de regras, que chegam a ser ridículas”.

“Não faz sentido que os proprietários vejam o horário de utilização das suas embarcações fechado num horizonte temporal de 5 horas, entre as 10 e as 15h00”, criticam.

“Se o problema é a preservação de infraestruturas, seguramente, e com base no diálogo, se chegará a uma solução de interesse comum. O que lamentamos profundamente são as decisões unilaterais e autoritárias como esta”, acrescentam.

Para os deputados terceirenses do PSD, importa saber “há quanto tempo o equipamento foi instalado, bem como o tipo de avarias teve nos últimos 10 anos. Assim como aferir o número e ações de manutenção a que foi submetido”, alertam.

A limitação do uso das gruas geridas pela Direção Regional das Pescas na ilha Terceira podiam ser utilizados de forma indiscriminada por pescadores profissionais, mas também por embarcações lúdicas e desportivas. As recentes alterações a essas regras têm gerado queixas e indignação, especialmente no Porto das Pipas, por parte de operadores turísticos, desportistas e restantes proprietários de embarcações.