Fossilizados – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 13 de Agosto, 2018

É forçoso reconhecer que o governo dos Açores esgotou o seu prazo de validade e executa o seu programa sem perceber que já virámos de século há quase duas décadas.

Não é inteiramente culpa da governação, mas de uma doutrina socialista no social e socialista na economia e cultura que, como se sabe, nunca resultou e há mais de duas décadas que é ciência afastada do rigor.

O modelo político do socialismo Atlântico obrigava a que Estado e partido fossem um só. E de facto são, mas isso obriga à rigidez social de todos os regimes de partido único onde o cacique se esconde a cada manifestação popular e executa diligentemente o trabalho de doutrinação.

Esse modelo colapsa perante a saturação e a imobilidade económica que sustenta um Estado omnipresente. É uma questão de tempo? Talvez. Mas prefiro convencer-me repetidas vezes de que é uma questão de alternativa.

Esperar sentado ou levantar-se para fazer igual terá também o destino traçado: Renovado insucesso.

É tempo dos Açores se libertarem e vencerem poderes que resistem quase fossilizados.