“Só uma Comissão de Inquérito pode avaliar Rede de Cuidados Continuados”, afirma Mónica Seidi
Publicado em 30 de Julho, 2018

A deputada do PSD/Açores, Mónica Seidi, porta-voz do partido para os Assuntos Sociais, considerou “que a sensibilidade que versa sobre as recentes denúncias de maus tratos a utentes da Rede Regional de Cuidados Continuados obriga a profundos esclarecimentos, apenas possíveis com a criação de uma Comissão de Inquérito sobre o assunto”, afirmou.

A social-democrata sublinha que o caso “merece toda a nossa atenção”, por se tratar “de um assunto muito sensível, e que obviamente veio abalar a confiança dos açorianos nestas respostas sociais destinadas aos idosos, que por si só já são um público altamente vulnerável”, refere.

Após as audições de hoje da Comissão Parlamentar de Assuntos Sociais, Mónica Seidi sublinha o que disse Margarida Moura, a atual coordenadora da Rede de Cuidados Continuados, ao afirmar “que a Rede está impossibilitada de fazer a monitorização da qualidade dos cuidados que são prestados na Região”.

“Conforme [a Dra. Margarida Moura] referiu na Comissão, no último ano e meio, a Rede não tem tido autorização para fazer essa monitorização, que não pode ser substituída pelas ações de fiscalização feitas pela Direção Regional de Saúde”, salienta a porta-voz do PSD/Açores para os Assuntos Sociais.

“Para lá de toda a questão social, haverá algumas anomalias no funcionamento de serviços direcionados para a Saúde, e isso deixa-nos naturalmente preocupados”, alerta Mónica Seidi.

A deputada do PSD/Açores explicou que “o que pretendemos, com a Comissão de Inquérito, é que, mais do que as situações denunciadas, possa ser avaliada num todo a Rede de Cuidados Continuados Integrados, de modo a chegarmos a algumas conclusões sobre o que está bem e o que precisa de ser reparado”.

Ainda segundo Mónica Seidi, “não é numa tarde ou num dia de audições que vamos ficar totalmente esclarecidos sobre o que está em causa, pelo que a Comissão de Inquérito vai permitir uma avaliação concreta e permitirá acabar com este estado de alarmismo social entretanto criado”, concluiu.