PSD de Santa Maria critica “falta de palavra” do governo regional
Publicado em 31 de Julho, 2018

A comissão política de ilha do PSD de Santa Maria criticou a “falta de palavra” do Governo Regional para com os marienses, lamentando a recusa do Executivo em pagar os custos de manutenção das infraestruturas dos terrenos da zona do Aeroporto de Santa Maria.

“O Governo Regional vendeu as casas e ficou com o dinheiro, mas quer que seja a Câmara Municipal de Vila do Porto a pagar os custos de manutenção das infraestruturas nos bairros do aeroporto. Não foi isto que ficou protocolado, pelo que o Governo Regional faltou à sua palavra”, afirmaram os social-democratas, em comunicado sobre a recente visita estatutária do executivo à ilha.

O PSD de Santa Maria, presidido por Paulo Parece, salientou que é “inaceitável e constitui uma falta de respeito para com os marienses” a recusa do governo regional em suportar estes custos, sendo esse comportamento digno de “censura política”.

“Não é aceitável que o governo do Partido Socialista venda as casas, meta o dinheiro no bolso e deixe para os outros estradas cheias de buracos, uma rede de água com 60 anos e esgotos a sair pelas caixas fora”, frisaram os dirigentes de ilha do partido.

A comissão política de ilha de Santa Maria do PSD refere ainda que é “inacreditável que o Governo Regional não tenha usado verbas do Orçamento da Região para as obras do Cinema do Aeroporto e do centro de empresas”.

“Os marienses ficaram a saber que se não houvesse o dinheiro da venda das casas não havia Cinema do Aeroporto – que o governo deixou ruir –, nem havia o centro de empresas”, disseram os social-democratas.

No comunicado, o PSD de Santa Maria alertou ainda para a “falta de resposta” do governo regional aos “constrangimentos” causados à ilha em termos de transporte aéreo.

“A questão das acessibilidades continua a ser o principal entrave ao crescimento turístico de Santa Maria e à mobilidade dos marienses. Por exemplo, não faz sentido que a ilha, no horário de inverno, só tenha um voo diário, ainda por cima a horas impróprias para os residentes e para quem nos visita”, concluíram os social-democratas marienses.