PSD/Açores questiona governo sobre promessas adiadas para porto de São Roque do Pico
Publicado em 03 de Julho, 2018

Os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Pico questionaram o governo regional sobre o “ponto de situação” dos estudos sobre o reordenamento do porto comercial e o novo terminal de passageiros de São Roque do Pico, alegando que a infraestrutura se encontra “congestionada”.

“Um porto, quer na vertente comercial (terceiro com mais carga movimentada dos Açores), quer na vertente de passageiros, não pode continuar ao sabor dos ciclos eleitorais. Ora o governo promete em vésperas de eleições, para depois protelar ano após ano, escudado em estudos infindáveis e nos eleitos e dirigentes socialistas da ilha que cobrem a inação do governo”, afirmaram Marco Costa e Jorge Jorge.

Em requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, os parlamentares social-democratas salientaram que no porto comercial de São Roque do Pico “operam, neste momento, barcos de carga convencional, contentorizada, navios de combustível, navios de passageiros e embarcações de pesca e recreio”.

“Este porto encontra-se congestionado, prestando um mau serviço, nomeadamente na entrada e saída de turistas e passageiros. O crescente movimento de passageiros no Triângulo, particularmente no percurso Cais do Pico-Velas, torna ainda mais premente esta obra”, consideraram.

Marco Costa e Jorge Jorge lembraram que “passaram 15 anos desde que um grupo de cidadãos fez um abaixo-assinado a pedir um novo terminal de passageiros, devido ao aumento do fluxo de passageiros no Triângulo, que evitasse a mistura de passageiros, contentores e máquinas que se verificava no cais comercial”.

“Esta é uma obra há muito reivindicada, imprescindível e inadiável. Na mesma ordem de grandeza é uma obra ciclicamente prometida e constantemente adiada. Em 2012, Vasco Cordeiro apresentava em São Roque do Pico um projeto para a obra. Em 2014, a mesma pessoa já dava o dito por não dito”, recordaram.

Segundo os deputados do PSD/Açores eleitos pela ilha do Pico, “passados quatro anos tudo continua na mesma, interrompidos apenas por um estudo desencantado pelo senhor presidente da Câmara para dar cobertura à inação do governo regional”.