Indiferenças – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 23 de Julho, 2018

A unidade de saúde da ilha Graciosa está sem vogal administrativo, há mais de 6 meses.

Talvez isso não seja reflexo direto mas, para além de não conseguir arranjar vogal administrativo, o governo regional também não arranja mais de 600 ecografias para os doentes à espera e que desesperam por cuidados de saúde onde eles teimam em piorar.

Não bastava os meios complementares de diagnóstico terem uma espera significativa numa população a rondar os 4 mil residentes, para se seguirem as especialidades que teimam em não dar resposta às necessidades, somando-se os entraves de mobilidade numa ilha em que viajar para além da Terceira se tornou uma aventura.

Já me cansei de citar a portaria dos tempos máximos de espera que o governo dos Açores teima em não respeitar, teima em não divulgar e teima em não aplicar os direitos dos doentes. Em alternativa enganam-se as estatísticas com pseudo-consultas ou avaliações que fazem reset na burocracia, mas deixam tudo na mesma.

Um vogal da administração não fará grande diferença, mas todo o resto faz.