Ricardo Rodrigues manda calar vereadores do PSD, que abandonam reunião de câmara
Publicado em 13 de Junho, 2018

Os vereadores do PSD na Câmara Municipal de Vila Franca do Campo abandonaram esta manhã a reunião do município, acusando o presidente da edilidade, Ricardo Rodrigues, de “agir com prepotência e de forma exaltada, ordenando, repetidas vezes à oposição que se calasse, e impedindo uma segunda declaração nossa, pelo que nos retiramos da reunião”, adiantam.

Em causa estava a anunciada concessão do espaço de restauração junto à Rotunda dos Frades e a recente notificação do Tribunal de Contas, “o que motivou uma declaração inicial do senhor presidente, por causa da participação sobre o assunto que o PSD fez ao Ministério Público. Depois da sua declaração inicial, a oposição pediu a palavra e contrapôs. Seguidamente, o Senhor Presidente fez mais uma declaração, sendo todas estas ditadas para a ata mas, quando a oposição pediu novamente a palavra, esta foi determinantemente negada, terminando com o senhor presidente da Câmara a repetir várias vezes, em tom alterado, ‘cala-te’”. explicam.

“Na sua declaração inicial, o presidente da Câmara disse-nos que ia ‘usar a mesma moeda’, e cito as suas palavras, ameaçando-nos com um processo por calúnia”, refere Sabrina Coutinho Furtado, explicando que os vereadores do PSD “têm a consciência tranquila e agiram dentro das suas funções, nunca em caso algum adjetivando ou tecendo considerações no nosso comunicado oficial ou na participação que fizeram, relatando factos”, esclarece.

“Não é a primeira vez que o presidente da câmara destrata a oposição, que foi democraticamente eleita para defender os interesses de Vila Franca do Campo”, lembra a vereadora, para quem “estas atitudes reiteradas desvalorizam a ação do município, impedem o debate são em prol do concelho e, pior que isso, tornaram-se um hábito sempre que o assunto não agrada ao senhor presidente, que devia rever a sua relação com os princípios da Democracia’, considera.

Para os vereadores do PSD, “e face ao estado de emoção do senhor Presidente da Câmara, impedindo-nos terminantemente de falar, não havia condições para continuar a reunião de hoje, porque a convivência democrática foi atingida quando mandou calar repetidamente a oposição”, referem.

Refira-se ainda que o Ministério Público ainda não se pronunciou sobre a participação apresentada pelo PSD de Vila Franca do Campo.