Cíclicos – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 18 de Junho, 2018

O boom turístico está aí. Os Açores (em sentido restrito) estão na moda e rejubila-se com a bolha de oxigénio que a vinda de turistas tem dado à economia de algumas ilhas.

Com ele chegou o caos à estratégia de transportes, se é que havia estratégia.

O turismo não poderá crescer para sempre e, atingida a saturação, o ritmo será de estagnação (já com sinais) e de decréscimo mais ou menos sustentável conforme a competência da governação.

E competência é coisa a que o governo vai denotando ser avesso.

Na agricultura, por exemplo, que podia ser uma das mais beneficiadas com a abertura dos Açores ao mundo, falhados os desafios de política agrícola na diversificação, nas contas de cultura, no rendimento e produção, nos sistemas de informação e de mercado interno, o governo limita-se a sofrer pela subsidiodependência.

Mas o desnorte é geral e não apenas no sector primário deixado aos resgates, com os governantes dedicados ao ritual de acompanhar os acontecimentos deixando, ciclicamente, as ilhas entregues à “monoeconomia”, agora no turismo.