Alternativa – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 26 de Junho, 2018

A um ano do final da legislatura que colocou no poder um governo de conveniência, o país limitou-se a gerir os danos dessa coligação, beneficiando dos sacrifícios suportados pelas obrigações decorrentes do resgate para salvar Portugal da bancarrota e que castigou o povo com impostos e limitação de direitos.

A coberto da propaganda de reverter as medidas impopulares do resgate a que nos sujeitaram, a carga fiscal nunca foi tão elevada. E se nos recibos de vencimento acresce algum efeito populista, nos impostos indiretos somos extorquidos sem contemplações.

Apesar das habilidades contabilísticas públicas, das cativações aos impostos sobre os combustíveis, dizem que não há dinheiro para cumprir as muitas promessas feitas, nomeadamente aos professores.

As eleições de 2015 ensinaram-nos que os portugueses estão fartos de políticos sem palavra, que vivem prometendo para depois não cumprir.

Talvez por isso, Rui Rio consiga – sem querer agradar a tudo e todos – subir nas sondagens e apresentar uma alternativa em que possamos acreditar.