Quanto vale a segurança? – Opinião de Jorge Jorge
Publicado em 16 de Maio, 2018

Em dezembro de 2016 apresentei conjuntamente com o deputado Marco Costa, um requerimento à Assembleia Legislativa Regional, no qual alertávamos as entidades competentes para a falta de sinalização horizontal nas estradas do Pico. Nesse requerimento afirmávamos que “(…) na ilha do Pico, em inúmeros troços da estrada regional (ER 1) e da estrada longitudinal (ER 2), as marcas rodoviárias encontram-se totalmente danificadas, podendo considerar-se inexistentes. Esta situação coloca em perigo a segurança dos condutores e acompanhantes, sobretudo em caso de mau tempo”. Nesse requerimento colocámos duas questões, a primeira para interrogar sobre “Quais os procedimentos que estão a ser adotados nas situações de irregularidade?” e a segunda “Quais os investimentos programados para correção das irregularidades?”.

Entre outros aspetos, obtivemos como resposta que iriam ser feitos os trabalhos de pré-marcação, pintura e repintura ao longo de 73 Km, nas estradas regionais 1-2ª e transversal 2-2ª. Se é verdade que foram feitas algumas intervenções, tal como era mencionado na resposta ao referido requerimento, em muita da sua extensão essa intervenção foi realizada de forma incompleta e insuficiente. Em grande parte da via apenas se marcou a linha do centro da faixa de rodagem, continuando as bermas com falta de marcação e noutras as marcações estão completamente tapadas pela vegetação.

Para além desta deficiente marcação, faltam rails de proteção laterais em grande parte da extensão das estradas da ilha montanha, nalguns casos o perigo mostra-se de forma direta porque a estrada praticamente termina numa ribanceira de grande perigosidade, noutros está apenas disfarçado pela vegetação, mas continua a existir.

Cada vez circulam mais viaturas no Pico e muitas destas, seguramente largas centenas, conduzidas por pessoas que não conhecem as estradas da ilha e tem direito a sentirem-se seguros e a circular em segurança, tal como os residentes, o que não acontece na atualidade. Em muitos dias do ano as condições meteorológicas são muito adversas e constituem uma agravante aos perigos existentes, o que torna incompreensível o não investimento nas questões de segurança rodoviária. Os serviços da Direção Regional das Obras Publicas e Comunicações têm o dever de melhorar substancialmente as condições de circulação na ilha do Pico.