Deputados do PSD na AR propõem alteração na hora dos Exames Nacionais nos Açores
Publicado em 03 de Maio, 2018

Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral e António Ventura, querem que o Governo altere, no ano letivo 2018/2019, a hora de início dos exames nacionais, “de forma a que estes tenham início às 10h30 em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, e às correspondentes 9h30 na Região Autónoma dos Açores”, defendem.

“A realização dos exames nacionais é um dos momentos mais relevante na vida dos estudantes do ensino secundário, seja pela avaliação para a sua conclusão, como pelo seu peso numa candidatura ao ensino superior, para a qual são prova de ingresso”, referem.

“São provas que influenciam fortemente o futuro de cada português que frequente o ensino secundário”, garantem, com António Ventura a explicar que, no calendário da 1ª Fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, “a quase totalidade dos exames nacionais tem início pelas 9h30, sendo que “o aluno tem de comparecer na sala com cerca de 30 minutos de antecedência, pois a chamada é efetuada 15 minutos antes de se iniciar o exame”.

“Nos Açores, devido à diferença horária face a Portugal continental, os exames começam uma hora mais cedo, nomeadamente às 8h30, e portanto têm de se apresentar para exame cerca das 8h00”, adianta.

O deputado acrescenta que, nos Açores, “a maioria dos estudantes não tem à sua disposição transporte próprio, estando portanto dependentes dos transportes públicos, que apresentam horários fixos”.

Assim, “a orografia, a dispersão populacional, a rede viária e os horários dos transportes públicos farão com que muitos estudantes açorianos tenham de acordar várias horas mais cedo, para estarem atempadamente na escola para a realização dos exames nacionais”, refere.

Para os parlamentares do PSD na Assembleia da República, “o conhecimento e a investigação científica remetem para a importância do sono e da sua qualidade para os resultados educativos dos alunos. Pelo que esta nossa proposta tem toda a razão de ser, esperando-se que a tutela assim também o entenda”, concluem.