António Ventura questiona Ministro sobre fragilidades da Saúde nos Açores
Publicado em 28 de Maio, 2018

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República, António Ventura, questionou o Ministro da Saúde sobre as fragilidades do setor na Região, alertando para a necessidade de “mais fundos comunitários para uma área em que as debilidades, nos Açores, são flagrantes”, referiu.

Numa audição da Comissão Eventual de Acompanhamento do Processo de Definição da Estratégia Portugal 2030, o social democrata salientou a dispersão geográfica e a descontinuidade territorial como características próprias do arquipélago, “que obrigam a cuidados redobrados, quando estão em causa cuidados de saúde para 245 mil cidadãos, pelo que é preciso saber o que nos reserva o próximo quadro plurianual de investimento ao nível deste setor”, indagou.

O deputado referiu-se às carências regionais no investimento estrutural, nas novas áreas de cooperação e programas, particularmente na investigação, na inovação e na formação, querendo saber, “o que é que as regiões autónomas podem esperar, face às negociações em curso, do que o bolo financeiro que virá da Europa vai permitir fazer na Saúde”, adiantou.

“Para os açorianos, existem défices no acesso aos médicos de família, nas longas listas de espera para intervenções cirúrgicas ou no acesso a cuidados de saúde nos hospitais do Continente”, exemplificou perante o ministro Adalberto Campos Fernandes.

“O futuro das regiões autónomas está muito dependente dos próximos fundos comunitários, este é um facto inegável”, disse ainda o social democrata, para quem “são várias as áreas a merecer cuidados especiais e, de entre elas, a Saúde é sem dúvida uma prioridade”.

António Ventura relembrou ao governante o conjunto de questões que os deputados açorianos do PSD no Parlamento nacional já enviaram ao Executivo, “já que, em junho de 2017, foi celebrado um memorando de entendimento entre o Ministério a Saúde e a Secretaria Regional da Saúde, cujos contornos e definições ainda se aguardam na prática, assim como as respostas do Governo às nossas questões”, sublinhou.