António Ventura defende tourada à corda como património imaterial da UNESCO
Publicado em 02 de Maio, 2018

O deputado do PSD/Açores na Assembleia da República, António Ventura, reafirmou hoje a importância da tourada à corda, defendendo o registo daquela tradição popular como Património Imaterial da UNESCO. O socialdemocrata lembrou que ontem – 1 de maio – teve início a época das tradicionais touradas à corda nos Açores, com predominância na Ilha Terceira, na Graciosa e em São Jorge, e que acontecem até 15 de outubro.

Segundo António Ventura, a tradição da tourada à corda está patente “na origem dos usos e costumes, nas expressões linguísticas, na história, nas festas locais, nas lendas e narrativas, no nosso quotidiano social”, afiança.

“E o toiro bravo, pela sua especificidade, e enquanto figura central da tourada à corda, continua a ser, nas suas diferentes vertentes, um património secular importantíssimo”, adiantou o deputado.

Conforme diz, “a tourada à corda representa um cartaz de promoção e valorização da Ilha Terceira e dos Açores, cujo reconhecimento tem sido várias vezes manifestado fora da Região”.

“É uma manifestação taurina popular que atrai milhares de visitantes às nossas freguesias durante grande parte do ano, principalmente às da Ilha Terceira”, refere.

“Trata-se de uma manifestação de carácter taurino, que expressa marcadamente uma fonte de distinção e identidade das gentes da Terceira”, acrescenta.

António Ventura recorda que a tourada à corda, “enquanto atividade que utiliza animais, está regulamentada perante as mais recentes exigências de bem-estar e proteção animal, pelo que importa repudiar populismos e demagogias, que por vezes atentam contra a tourada à corda”.

Assim, e enquanto deputado na Assembleia da República, o social democrata afirma “a importância cultural, histórica, turística, social e económica da tourada à corda nos Açores, em especial, nas Ilhas Terceira, Graciosa e São Jorge. Que pode e deve ser reconhecidas pela UNESCO”, conclui.