Bactérias resistentes – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 30 de Abril, 2018

Uma reportagem do Açoriano Oriental do passado dia 22 de abril terá, aparentemente, passado despercebida.

Um estudo da Universidade dos Açores revela que nos solos de S. Miguel estão presentes bactérias resistentes a antibióticos o que, se em “ampla dispersão”, lhes confere um estatuto de “contaminante ambiental”.

Este tema não pode ser ignorado pelos decisores políticos sob pena de, para além das consequências para a saúde pública, hipotecarmos o futuro de uma marca Açores “certificada pela natureza”.

Refere o investigador que, “a atual crise global em torno da resistência a antibióticos se prende com a sua expansão muito acelerada, em parte devido à utilização inadequada destes fármacos no meio clínico e agrícola”.

É urgente aprofundar o conhecimento sobre o que de facto se passa nesta matéria, e também promover uma utilização responsável dos fármacos que obste a que no futuro sejamos todos culpados por uma política de “terra queimada”.

A “certificação pela natureza” e a saúde pública poderãoestar comprometidas se assim não o fizermos.