Estupidificação – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 05 de Março, 2018

Na obra “História natural da estupidez”, Paul Tabori aborda o tema magistralmente em várias vertentes: da opulência à burocracia, das vaidades aos seguidismos. Mas a odisseia da estupidez não ficaria completa sem o caso do fornecimento das refeições escolares aos alunos do Corvo.

O governo quer atribuir o valor de uma refeição na escola aos alunos do Corvo para estes irem comer a outro lado.
Ou seja, em qualquer lugar, até no Corvo, é possível fazer uma refeição completa, sem café, por 2,39 euros, que é o custo máximo para um aluno pagar, na escola, essa refeição.

O socialismo insular subiu todos os patamares da estupidez em funções públicas.

Compreendo melhor a greve de fome do deputado Paulo Estevão que é um manifesto pela igualdade de direitos, a antítese da estupidez. Um governo que quer alunos a fazer uma refeição fora da escola com 2 euros não compreende a falta que faz sopa, segundo e fruta.

Um direito de todas as crianças dos Açores substituído pela lógica mercantilista do poder, isto é, a estupidez ao serviço da governação.
Charles Richet dizia: “O homem estúpido não é o que não compreende determinada coisa, mas sim aquele que, compreendendo-a suficientemente, atua como se não a tivesse compreendido.”.