Divergentes – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 12 de Março, 2018

O PIB dos Açores cresceu em 2017, 1,8%, ao passo que o país registou um crescimento de 2,7%, acima da Europa a 28 com um valor médio de 2,5%.

Antecipando a informação sobre estes valores do PIB regional, o regime socialista atlântico anunciou aos sete ventos que vivemos um “novo ciclo de crescimento económico”, numa recorrente postura de lançar na opinião pública frases feitas que diluam a relevância de alguma informação menos positiva.

Que “novo ciclo” será este que leva a palavra “crescimento”, mas que nos afasta, ano após ano, da Europa que vai crescendo a ritmos superiores ao nosso?

Este ciclo a que o regime dos Açores chamou de “novo” não passa, afinal, de um déjà vu de discurso político panfletário, ainda mais dependente das aparências e menos sustentado na realidade.

É que, de “novo” nada sabemos, continuamos em divergência e não em convergência com a Europa, os níveis de pobreza acentuam-se, não progredimos na educação e temos os piores indicadores sociais das sociedades modernas (dependências, violência de género, etc.).

Mais do que os anúncios de propaganda, os Açores necessitam de um verdadeiro processo de revisão do seu modelo de desenvolvimento, menos dependente das aparências e em convergência com a comunidade europeia.