Primeiro Portugal – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 26 de Fevereiro, 2018

Depois de um tempo de enorme exigência pública – em que o PSD é sempre chamado a retirar Portugal dos abismos do populismo e da aldrabice política, aliado ao preço inflacionado em derrota, não nas urnas mas nas urdiduras parlamentares – o maior partido português, o mais português de todos os partidos, tem pela frente um novo desafio, com nova liderança, fruto de uma disputa eleitoral das mais difíceis da sua história.

É assombrosa a missão de Rui Rio perante uma exigência, que não sendo apenas interna, é mesmo uma exigência nacional; vencer as eleições de 2019. Ou seja, a um ano apenas, todos esperam que Rio consiga superar a maioria da geringonça, devolvendo ao país um governo que tenha a coragem de desenvolver as reformas necessárias à convergência com a União Europeia.

Acresce um desafio; o de juntar as vontades de um partido com as vontades de muitas pessoas e destas com a vontade dos portugueses; aquela química que por vezes é dificultada sem os efeitos desejados.

Neste capítulo, pelo futuro de Portugal, para aqueles que querem que vingue a social democracia, não pode vir mais a propósito o ensinamento de Sá Carneiro de que primeiro vem Portugal e só depois os partidos e cada um de nós.