Tens de me gramar – Opinião de João Bruto da Costa
Publicado em 22 de Janeiro, 2018

O presidente do governo dos Açores doou ao léxico parlamentar um novo conceito de afirmação do poder da maioria.

Disse Vasco Cordeiro que vamos ter de o “gramar”. E disse-o no calor autoinfligido pelo debate sobre o caso da Arrisca e o destino dos dinheiros recebidos por via dos impostos dos Açorianos.

Já tínhamos “gramado” com Vasco Cordeiro quando este herdou da elite do poder socialista o poder de levar por diante o destino que lhe estava guardado: fazer-se gramar por tudo e por todos.

Primeiro foi o voluntarioso Contente que teve de gramar o líder sem uma disputa eleitoral que fosse.
Agora impõe fazer-se gramar, pois na falta de argumento que sustente politicamente a falta de ética no exercício de cargos públicos e nessa relação de confiança que deve existir entre governantes e governados, onde há o poder de Vasco Cordeiro, temos de o gramar.

Em jeito de aviso informando os jornalistas presentes em sessão do parlamento, Vasco Cordeiro incitou-os a terem de gramar com a sua versão única dos factos.

E fez questão de reservar para o marketing do socialismo regional a sua verdade alternativa. Gramem com a verdade do regime.

A mensagem é clara: votaram em nós? Têm que nos gramar!